- Lula abriu conversas para indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, como substituto de Luís Roberto Barroso no STF; oposição liderada pelo PL já se mobiliza para dificultar a aprovação no Senado.
- Na noite de terça-feira, quatorze, Lula reuniu-se com ministros do STF no Palácio da Alvorada, incluindo Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, seguindo estratégia utilizada em nomeações anteriores de Cristiano Zanin e Flávio Dino.
- A oposição planeja campanhas para questionar o perfil de Messias, conhecido como “Bessias” após o episódio de dois mil e dezesseis envolvendo Dilma Rousseff; membros do PL pretendem pressionar centrão e evangélicos, além de requerimentos na Comissão de Constituição e Justiça para atrasar a tramitação.
- O senador Davi Alcolumbre articula para que Rodrigo Pacheco seja indicado por Lula; Pacheco é visto como capaz de angariar apoio até mesmo de setores da oposição, e alguns ministros do STF consideram que ele poderia obter votos no Senado.
- Desafios para o governo incluem questões fiscais e maior dificuldade no Congresso; a decisão sobre o nome depende do presidente, e, embora o Senado não rejeite ministro do STF desde mil oitocentossessenta e quatro (1894), pressões políticas podem influenciar o desfecho.
Com a saída confirmada de Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou conversas para avaliar o apoio à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, como seu sucessor. A oposição, liderada pelo PL e apoiada por partidos como o Novo e os Republicanos, já se mobiliza para dificultar a aprovação no Senado.
Na noite de terça-feira (14), Lula se reuniu com ministros do STF no Palácio da Alvorada, discutindo a sucessão. Participaram do encontro figuras como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Assessores do Planalto indicam que a estratégia de Lula é semelhante à utilizada nas nomeações anteriores de Cristiano Zanin e Flávio Dino, onde sondou o clima entre os ministros antes de anunciar oficialmente os nomes.
Oposição em Ação
A oposição está preparando campanhas para questionar o perfil de Messias, que ficou conhecido como “Bessias” após um episódio em 2016, quando Dilma Rousseff tentou nomear Lula como ministro em meio à Lava Jato. Parlamentares do PL pretendem pressionar a bancada evangélica e setores do Centrão, além de apresentar requerimentos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para atrasar a tramitação da indicação.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, articula para que o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) seja o indicado por Lula. Pacheco, que já foi presidente do Senado, é visto como uma opção que poderia garantir apoio até mesmo da oposição. A possibilidade de sua indicação é vista com simpatia por ministros do STF, que acreditam que ele poderia angariar votos suficientes no Senado.
Desafios para o Governo
A indicação de Messias, considerada “franco favorito” por assessores, pode enfrentar resistência e atrasos na tramitação, especialmente em um cenário onde o governo já enfrenta desafios fiscais e dificuldades no Congresso. Lula afirmou que tomará uma decisão após consultar diversas pessoas do governo, ressaltando que a escolha do ministro é uma tarefa do presidente da República.
A história mostra que o Senado não rejeita uma indicação de ministro do STF desde 1894. No entanto, a pressão da oposição e a necessidade de Lula de construir alianças no Legislativo podem influenciar sua decisão final. A escolha do novo ministro do STF não é apenas uma questão de nomeação, mas também um reflexo do delicado equilíbrio político atual.
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