- Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), chamou Luiz Fux de “figura lamentável” em conversa reservada ocorrida na quarta-feira, 15 de outubro; o desentendimento teve início após Fux interromper voto para estudar recurso do senador Sergio Moro (União-PR) em caso de calúnia contra Gilmar, segundo a Folha de S. Paulo.
- Durante a discussão, Gilmar criticou publicamente a decisão de Fux ao dizer que o colega costuma falar mal dele; Fux afirmou ter interrompido a votação para entender melhor o caso.
- Gilmar ressaltou a incoerência do voto solitário de Fux em julgamento relacionado a núcleo da trama golpista, referindo-se ao voto que condenou o tenente‑coronel Mauro Cid.
- Histórico de desentendimentos entre ministros do STF não é novo: em 2018 Luís Roberto Barroso chamou Gilmar de “pessoa horrível” e, em 2009, Joaquim Barbosa e Gilmar protagonizaram forte bate‑boca.
- Mesmo com aparente harmonia recente, fissuras permanecem nos bastidores; em setembro de 2023 houve desentendimento entre Alexandre de Moraes e André Mendonça sobre ataques golpistas de 8 de janeiro.
Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), chamou Luiz Fux de “figura lamentável” em uma conversa reservada ocorrida na quarta-feira, 15 de outubro. O desentendimento surgiu após Fux interromper um voto para estudar um recurso do senador Sergio Moro (União-PR) em um caso de calúnia contra Gilmar. A informação foi divulgada pela coluna de Monica Bergamo, na Folha de S.Paulo.
Durante a discussão, Gilmar criticou publicamente a decisão de Fux ao mencionar que o colega frequentemente fala mal dele. Em resposta, Fux afirmou que interrompeu a votação para entender melhor o caso. Gilmar, por sua vez, enfatizou a incoerência do voto solitário de Fux em um julgamento relacionado a um núcleo da trama golpista, referindo-se a um voto que condenou o tenente-coronel Mauro Cid.
Histórico de Desentendimentos
Conflitos entre ministros do STF não são novidade. Episódios marcantes ocorreram em 2018, quando Luís Roberto Barroso chamou Gilmar de “pessoa horrível” em plenário. Em 2009, Joaquim Barbosa e Gilmar protagonizaram um intenso bate-boca, destacando a tensão entre os integrantes da Corte. Nos últimos anos, as brigas públicas diminuíram, especialmente após a ascensão de Jair Bolsonaro, que direcionou o foco para o Judiciário.
Apesar da aparente harmonia, as fissuras permanecem. Em setembro de 2023, Alexandre de Moraes e André Mendonça tiveram um desentendimento sobre os ataques golpistas de 8 de janeiro, revelando que as discordâncias ainda estão presentes nos bastidores da Justiça brasileira.
Reflexões sobre o STF
Esses episódios ilustram um ambiente tenso dentro do STF, onde as opiniões divergentes frequentemente se tornam públicas. Gilmar Mendes e Luiz Fux, agora em uma nova disputa, mostram que o diálogo entre os ministros ainda pode ser marcado por críticas acentuadas. As tensões no Supremo revelam um retrato complexo da política e da Justiça no Brasil, onde as relações interpessoais são frequentemente testadas em meio a julgamentos cruciais.
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