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Advogados tentam nova manobra para livrar Zambelli da prisão na Itália

Defesa de Carla Zambelli solicita intervenção da CIDH para garantir direitos na prisão italiana desde 29 de julho, com apoio de bolsonaristas, e envolve críticas ao governo italiano

A deputada Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália, em audiência na CCJ da Câmara. Foto: Renato Araújo/Camara dos Deputados
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  • A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) continua presa na Itália desde 29 de julho, após deixar o Brasil, e foi incluída na lista vermelha da Interpol pela participação na invasão de sistemas do CNJ.
  • A defesa, liderada pelo advogado Fábio Pagnozzi, já esgotou as tentativas de soltura na Justiça italiana e busca agora a intervenção da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).
  • O pedido à CIDH alega violação de garantias constitucionais e de ampla defesa, citando a necessidade de assegurar o cumprimento de tratados entre Brasil e Itália.
  • Zambelli enfrenta uma condenação de 10 anos de prisão e já chegou a pedir greve de fome e transferência para prisão domiciliar por problemas de saúde.
  • O movimento de apoio à defesa reúne bolsonaristas, incluindo senadores Jorge Seif, Damares Alves e Magno Malta, com críticas à atuação do governo italiano e insinuando conluíos entre autoridades italianas e EUA.

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) permanece presa na Itália desde 29 de julho após fugir do Brasil. Ela foi incluída na lista vermelha da Interpol por sua participação na invasão de sistemas do CNJ. A defesa, liderada pelo advogado Fábio Pagnozzi, esgotou as tentativas de soltura na Justiça italiana e agora busca a intervenção da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

O pedido da defesa alega violação de garantias constitucionais e de ampla defesa. Pagnozzi destaca que a denúncia busca assegurar que tratados internacionais entre Brasil e Itália sejam respeitados. Zambelli enfrenta uma condenação de 10 anos de prisão e chegou a declarar greve de fome, além de solicitar transferência para prisão domiciliar devido a problemas de saúde.

Denúncia e Apoio Político

Pagnozzi afirmou que a denúncia na CIDH conta com o apoio de parlamentares bolsonaristas, como os senadores Jorge Seif (PL-SC), Damares Alves (PL-DF) e Magno Malta (PL-ES). O advogado também criticou o governo italiano, alegando que há uma perseguição política contra Zambelli, que foi eleita com mais de um milhão de votos.

Em suas declarações, Pagnozzi insinuou que o juiz sancionado pelos EUA está em conluio com magistrados italianos, sustentando assim a perseguição à deputada. Ele enfatizou que o governo italiano, sob a liderança de Giorgia Meloni, deveria considerar as denúncias reconhecidas pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump. A situação de Zambelli levanta questões sobre os direitos humanos e o tratamento de prisioneiros no exterior.

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