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Centenas de milhares protestam nos Estados Unidos contra a deriva autoritária de Trump

Centenas de milhares protestam nos Estados Unidos contra a deriva autoritária de Donald Trump, durante o fechamento do governo, com atos em várias cidades e frente ao Capitólio

Centenas de milhares protestam nos Estados Unidos contra a deriva autoritária de Trump
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  • Correntemente, em 18 de outubro de 2025, centenas de milhares de pessoas se manifestaram em várias cidades dos Estados Unidos, incluindo Washington, contra a deriva autoritária do governo de Donald Trump, sob o lema “No Kings”, em meio ao fechamento parcial do governo e às redadas a imigrantes.
  • Na capital, dezenas de milhares se reuniram em frente ao Capitólio, uma das maiores concentrações já registradas na cidade; clima pacífico contrastou com episódios de violência ocorridos em 2021.
  • Líderes do Partido Democrata, como os senadores Bernie Sanders e Chris Murphy, participaram; Murphy alertou que Trump busca destruir bases da democracia, incluindo a liberdade de expressão e o direito ao protesto pacífico.
  • As manifestações ocorreram em mais de 2.600 cidades; o fechamento do governo, já em andamento há 18 dias, afeta milhares de trabalhadores federais e aumentou a tensão com a presença da Guarda Nacional nas ruas.
  • Governo e imprensa passaram a figurar entre as preocupações, com a retórica de Trump e aliados repercutindo na discussão sobre liberdade de imprensa e integridade das eleições; o secretário de Defesa, Pete Hegseth, restringiu o acesso da imprensa ao Pentágono.

Cientos de milhares de pessoas se manifestaram neste sábado, 18 de outubro de 2025, em diversas cidades dos Estados Unidos, incluindo Washington, contra o que consideram uma deriva autoritária do governo de Donald Trump. As manifestações, sob o lema “No Kings”, visam expressar o descontentamento social com as políticas do presidente, especialmente em meio ao fechamento parcial do governo e à intensificação das redadas a imigrantes.

Na capital, dezenas de milhares de pessoas se reuniram em frente ao Capitol, tornando-se uma das maiores manifestações já registradas na cidade. A atmosfera pacífica e festiva contrastou com os eventos de violência ocorridos em 2021, quando apoiadores de Trump tentaram invadir o mesmo local. Brian Lee, um veterano militar, expressou sua preocupação ao afirmar que os tempos atuais lembram os anos 30, e destacou a necessidade de despertar a população para a gravidade da situação.

Motivos das Manifestações

As manifestações se espalharam por mais de 2.600 cidades, com a participação de líderes do Partido Democrata, como os senadores Bernie Sanders e Chris Murphy. Murphy alertou que Trump está implementando um plano para destruir as bases da democracia, incluindo a liberdade de expressão e o direito à protesto pacífico. Os organizadores enfatizam que as manifestações são um esforço para preservar os princípios democráticos e evitar o fortalecimento de um regime autoritário.

Os protestos também refletem o impacto do fechamento do governo, que já dura 18 dias, afetando milhares de trabalhadores federais. Sarah, uma manifestante, destacou a importância de lutar por um futuro democrático para suas filhas, enquanto a presença da Guarda Nacional nas ruas aumentava a tensão. A resposta do governo às manifestações, incluindo a retórica agressiva de Trump e seus aliados, tem gerado preocupações sobre a liberdade de imprensa e a integridade das eleições.

Reação do Governo

Trump, que já demonstrou interesse em um terceiro mandato, tem pressionado por mudanças nas áreas eleitorais para favorecer os republicanos. A sua administração também tem sido criticada por limitar o acesso à informação e atacar jornalistas. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, por exemplo, restringiu o acesso da imprensa ao Pentágono, levantando questões sobre a transparência do governo.

As manifestações deste sábado não apenas expressaram descontentamento, mas também serviram para unir a sociedade civil em um momento de polarização extrema. Com gritos de “somos a maioria”, os manifestantes buscaram reafirmar seu poder e exigir mudanças, ressaltando a importância da participação cidadã na defesa da democracia.

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