- O deputado federal Eduardo Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), depende do Centrão para evitar cassação no Conselho de Ética e continua no exterior, nos Estados Unidos, onde se reuniu com influenciadores e autoridades locais.
- Desde o início do ano, Eduardo acumula faltas não justificadas nas sessões da Câmara e passou a atacar aliados do próprio campo conservador, criticando líderes do Centrão como Ciro Nogueira e Valdemar Costa Neto, além de governadores de direita.
- A relação com o Centrão se deteriorou e o bloco pode decidir o futuro político do parlamentar; o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), avalia cassação por excesso de faltas, já que Eduardo permanece fora após término de licença.
- O Partido Liberal tenta aprovar mudanças no regimento interno para ampliar o tempo de afastamento sem remuneração, buscando evitar perda de mandato; Eduardo também se coloca como possível candidato à Presidência em dois mil e vinte e seis.
- Nos bastidores, líderes do Centrão veem Eduardo como quem pode cavar a própria cova; o apoio entre a direita não é garantido, e ele tem se reunido com o influenciador Paulo Figueiredo e com autoridades nos EUA, o que aumenta o isolamento político. Também conta com cerca de trinta deputados da extrema-direita, segundo ele, para possível debandada do PL.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enfrenta um dilema crítico em sua carreira política. Dependente do Centrão para evitar um pedido de cassação no Conselho de Ética, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem intensificado ataques a figuras do próprio campo conservador. Desde o início do ano, Eduardo acumula faltas não justificadas nas sessões da Câmara e se encontra nos Estados Unidos, onde se reuniu com influenciadores e autoridades locais.
A relação entre Eduardo e o Centrão se deteriorou nas últimas semanas. O deputado criticou publicamente líderes influentes, como Ciro Nogueira (PP) e Valdemar Costa Neto (PL), além de governadores como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). Em suas redes sociais, Eduardo acusou aliados de “confundir interesses pessoais com os do Brasil” e chamou governadores de direita de “abutres”. Esse comportamento irritou partidos do bloco, que podem decidir seu futuro político.
Riscos e Consequências
Eduardo é alvo de um processo no Conselho de Ética, onde o relator Marcelo Freitas (União-MG) recomendou o arquivamento de uma representação do PT. Contudo, a decisão ainda precisa ser votada por um colegiado majoritariamente composto por deputados do Centrão. Além disso, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), avalia a possibilidade de cassação por excesso de faltas, já que Eduardo permanece no exterior após o término de sua licença.
Paralelamente, o PL tenta aprovar mudanças no regimento interno para ampliar o tempo de afastamento sem remuneração, evitando a perda de mandato. Apesar desse cenário, Eduardo se apresenta como potencial candidato à Presidência em 2026, buscando representar a direita. Sua postura tem gerado tensão com dirigentes do Centrão, que veem no deputado um fator de instabilidade.
Isolamento Político
Nos bastidores, líderes do Centrão acreditam que Eduardo pode estar “cavando a própria cova”. A disposição de antigos aliados em interceder por ele tem diminuído. Mesmo entre a direita, seu apoio não é mais garantido. Eduardo tem se reunido com o influenciador Paulo Figueiredo e se encontrado com autoridades nos EUA, onde discutem a manutenção de sanções ao Brasil. Essa estratégia é mal vista por aliados, que consideram os movimentos em relação ao Supremo Tribunal Federal pouco inteligentes.
Assim, Eduardo Bolsonaro se vê cercado por um cenário de isolamento político, contando apenas com o apoio de aproximadamente 30 deputados da extrema-direita, que, segundo ele, o acompanhariam em uma eventual debandada do PL.
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