- O British Museum promoveu no sábado, 20 de outubro, o Pink Ball, com mais de 800 convidados, incluindo o ex-primeiro-ministro Rishi Sunak e o prefeito Sadiq Khan; ingressos a £2.000 renderam cerca de £1,6 milhão para parcerias internacionais.
- O evento destacou o patrocínio da BP de £50 milhões, válido por dez anos para projetos de modernização da coleção, gerando debates sobre financiamento de petrolíferas por instituições culturais.
- Durante o discurso do presidente do conselho, George Osborne, uma ativista do Energy Embargo for Palestine subiu ao palco com o cartaz “DROP BP NOW” para criticar o patrocínio.
- A ativista, que afirmou ser garçonete no evento, pediu criação de um comitê de ética para supervisionar futuras parcerias e defendeu revisão ética das colaborações do museu.
- Entre reações, Osborne disse que é “ótimo viver em uma democracia”; a artista M. I. A. sugeriu que o governo financie diretamente o museu, sem depender de patrocínios corporativos, enquanto o museu reforçou planos de modernizar a coleção com apoio da BP, em meio a novas diretrizes da Museums Association que recomendam evitar parcerias com organizações que causem danos ambientais ou violem direitos humanos.
O British Museum realizou no último sábado, 20 de outubro, o Pink Ball, um evento de arrecadação que contou com a presença de mais de 800 convidados, incluindo figuras como o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, e o prefeito de Londres, Sadiq Khan. O evento, que teve ingressos a £2.000 cada, arrecadou cerca de £1,6 milhão para apoiar parcerias internacionais do museu. Contudo, o evento foi interrompido por uma ativista do grupo Energy Embargo for Palestine, que protestou contra o patrocínio de £50 milhões da BP.
Durante o discurso do presidente do conselho do museu, George Osborne, a protestante subiu ao palco com um cartaz que dizia: DROP BP NOW. Ela criticou o patrocínio da BP, afirmando que ele oferece “cobertura cultural” a uma empresa que contribui para a crise climática. A ativista, que se apresentou como garçonete no evento, pediu uma revisão ética nas parcerias do museu, destacando a necessidade de um comitê de ética para supervisionar futuras colaborações.
Reações e Críticas
Osborne, ao responder ao protesto, declarou que “é ótimo viver em uma democracia”. Enquanto isso, a artista M.I.A, que se apresentou no evento, também se manifestou em suas redes sociais, sugerindo que o governo britânico deveria financiar diretamente o museu, sem depender de empresas como a BP. A artista enfatizou que o dinheiro poderia ser melhor utilizado em preservação e educação, em vez de ser vinculado a interesses corporativos.
Além do protesto, o evento também destacou os planos do British Museum para modernizar sua coleção ao longo da próxima década, com o apoio financeiro da BP. A decisão de aceitar esse patrocínio gerou debates acalorados, especialmente após novas diretrizes da Museums Association, que recomendam que instituições culturais evitem parcerias com organizações que causam danos ambientais ou violam direitos humanos.
Futuro do Patrocínio
A controvérsia em torno do patrocínio da BP coloca em evidência a crescente pressão sobre instituições culturais para reconsiderar suas fontes de financiamento. O British Museum, que já anunciou parcerias com instituições internacionais, como o Palácio de Kumasi, na Gana, poderá enfrentar desafios adicionais à medida que o debate sobre ética e sustentabilidade na cultura avança.
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