- A Comissão de Constituição e Justiça do Senado retoma nesta terça-feira, 21 de outubro, a análise da PEC de Paulo Paim (PT-RS) que propõe reduzir a jornada de 44 para 36 horas semanais.
- A votação do relatório foi adiada, por acordo com a oposição, para a realização de audiências públicas antes da deliberação.
- Convidados para o debate incluem Erika Hilton (PSOL-SP), Rick Azevedo, José Pastore (USP) e Fernando de Holanda Barbosa Filho (FGV).
- A proposta é uma das prioridades do PT e do governo Lula; o presidente já ressaltou a importância de equilibrar vida profissional e bem-estar dos trabalhadores.
- As audiências públicas devem promover amplo debate sobre impactos da mudança para empregados e empregadores, com participação de economistas e representantes de entidades de classe.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado retoma nesta terça-feira, 21 de outubro, a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reduzir a jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais. A proposta é de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) e já havia sido pauta em debates anteriores.
A votação do relatório foi adiada devido a um acordo com a oposição, que solicitou a realização de audiências públicas antes da deliberação. Entre os convidados para o debate estão a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), o fundador do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), Rick Azevedo, e economistas renomados como José Pastore, da USP, e Fernando de Holanda Barbosa Filho, da FGV.
A proposta de redução da jornada de trabalho tem ganhado força no cenário político, sendo uma das prioridades do PT e do governo Lula. O presidente já se manifestou sobre a importância do tema, ressaltando que é fundamental promover um equilíbrio entre a vida profissional e o bem-estar dos trabalhadores. Em seu pronunciamento no Dia do Trabalhador, ele destacou que o Brasil deve avançar nessa questão, ouvindo diferentes setores da sociedade.
Expectativas para o Debate
As audiências públicas prometem um amplo debate sobre os impactos da redução da jornada de trabalho, tanto para os empregados quanto para os empregadores. Economistas e representantes de entidades de classe discutirão os benefícios e desafios dessa mudança, que pode afetar profundamente a dinâmica do mercado de trabalho no Brasil. A CCJ busca garantir que todas as vozes sejam ouvidas antes de tomar uma decisão final sobre a PEC.
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