- O Brasil tem 12% dos nascidos vivos de mães adolescentes; o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse em evento promovido pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em Brasília que é necessário debater gravidez na adolescência nas escolas e nas igrejas.
- Padilha afirmou que combater a desigualdade social na América latina está ligado à redução de gravidez na adolescência, e que as igrejas são espaços fundamentais para esse diálogo, principalmente em comunidades vulneráveis.
- O evento “Futuro Sustentável – Prevenção da Gravidez na Adolescência na América Latina e Caribe” reuniu especialistas e representantes de governos para fortalecer políticas públicas voltadas ao tema.
- Entre as ações anunciadas, está a reorganização da Atenção Primária à Saúde para levar profissionais aos territórios, criar espaços seguros para ouvir adolescentes e ampliar o acesso a métodos contraceptivos, incluindo o implante contraceptivo Implanon no Sistema Único de Saúde (SUS).
- Padilha informou que o Brasil irá pautar o tema na próxima reunião de ministros do Mercosul (Mercosul), buscando uma abordagem regional, com base em experiências de cooperação anterior, como na área de vacinação.
O Brasil enfrenta um desafio significativo em relação à gravidez na adolescência, que representa 12% dos nascidos vivos no país. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a urgência de discutir o tema em escolas e igrejas durante um evento promovido pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em Brasília. Ele defendeu que o combate à desigualdade social na América Latina está intrinsicamente ligado à redução dos casos de gravidez na adolescência.
Padilha enfatizou que as igrejas são espaços cruciais para dialogar sobre o assunto, especialmente em comunidades vulneráveis. Segundo ele, é fundamental envolver as lideranças religiosas para abordar a questão de forma eficaz. O evento, intitulado Futuro Sustentável – Prevenção da Gravidez na Adolescência na América Latina e Caribe, reúne especialistas e representantes de governos para fortalecer políticas públicas voltadas para a redução dessa problemática.
Ações do Ministério da Saúde
O ministro anunciou a reorganização da Atenção Primária à Saúde, com o objetivo de levar profissionais de saúde aos territórios onde atuam, uma ação que foi prejudicada pela pandemia. Ele ressaltou a importância de criar espaços seguros para a escuta dos adolescentes e promover o acesso à saúde. A introdução do implante contraceptivo Implanon no Sistema Único de Saúde (SUS) é uma das iniciativas para facilitar o acesso a métodos contraceptivos.
Padilha também mencionou que o Brasil irá pautar a discussão sobre gravidez na adolescência na próxima reunião dos ministros do Mercosul, buscando uma abordagem regional. Ele acredita que a colaboração entre os países da América Latina pode resultar em políticas públicas mais eficazes, assim como ocorreu com programas de vacinação.
Além disso, o ministro afirmou que a gravidez na adolescência está frequentemente associada à pobreza e à evasão escolar, destacando a necessidade de garantir direitos básicos e acesso a informações sobre saúde reprodutiva. O objetivo é garantir que adolescentes tenham acesso a serviços de saúde adequados e que suas vozes sejam ouvidas nas discussões sobre suas necessidades e direitos.
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