- Moraes determinou, em 22 de outubro de 2025, a citação de Paulo Figueiredo por carta rogatória aos Estados Unidos, no âmbito de investigação sobre tentativa de golpe de Estado no Brasil; o processo fica suspenso até cooperação da Justiça americana.
- A decisão é desdobramento de ações anteriores em que defesa de Figueiredo e de Eduardo Bolsonaro foram transferidas para a Defensoria Pública da União; Moraes justificou a diferença de tratamento pelo domicílio de Eduardo em Brasília e por ele ainda exercer o cargo.
- A Defensoria Pública da União terá 15 dias para apresentar a defesa de Eduardo; ele é acusado de coação no curso do processo.
- Paulo Figueiredo reagiu às medidas nas redes sociais, ironizando: “Ora ora ora… vai ter que mandar cartinha para os EUA!”; o jornalista vive nos Estados Unidos há aproximadamente dez anos.
- A criação de um núcleo específico na Procuradoria-Geral da República para acompanhar apenas Paulo Figueiredo indica a gravidade das acusações e levanta questões sobre a cooperação entre jurisdições.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou, em 22 de outubro de 2025, a citação do jornalista Paulo Figueiredo por meio de carta rogatória aos Estados Unidos. Figueiredo é investigado em um processo que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado no Brasil. A medida implica que o processo contra ele ficará suspenso até que a Justiça americana colabore, o que não é garantido.
A decisão de Moraes é um desdobramento de ações anteriores, onde tanto Figueiredo quanto o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro tiveram suas defesas transferidas para a Defensoria Pública da União (DPU). No entanto, Moraes justificou a diferença de tratamento, afirmando que Eduardo possui domicílio em Brasília e permanece no exercício do seu cargo. A DPU terá um prazo de 15 dias para apresentar a defesa de Eduardo, que é acusado de coação no curso do processo.
Reações e Implicações
Paulo Figueiredo reagiu à determinação de Moraes nas redes sociais, ironizando a situação. Ele comentou: “Ora ora ora… vai ter que mandar cartinha para os EUA!”. O jornalista reside nos Estados Unidos há aproximadamente dez anos e agora enfrenta um processo que pode ser prolongado pela falta de cooperação da Justiça americana.
A criação de um núcleo específico na Procuradoria-Geral da República para incluir apenas Paulo Figueiredo indica a gravidade das acusações contra ele. O caso levanta questões sobre a eficácia das medidas judiciais em situações que envolvem jurisdições internacionais, além de destacar as tensões políticas em torno das investigações de supostas atividades golpistas no Brasil.
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