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Marina nega pressão política para liberação de perfuração na foz do Amazonas

Marina Silva afirma que licenciamento do Ibama para perfurar na foz do Amazonas foi técnico e sem pressões; operação em águas profundas do Amapá dura cinco meses

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • Petrobras recebeu autorização técnica do Ibama para perfurar um poço na foz do Amazonas, em águas profundas do Amapá, com duração prevista de cinco meses; a base de apoio ficará a 160 quilômetros do ponto de perfuração para proteger a fauna marinha.
  • A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que a decisão foi baseada em critérios técnicos, sem influências políticas, e que houve exigências de segurança ambiental.
  • A autorização, localizada a 175 quilômetros da costa e a 500 quilômetros da foz do rio Amazonas, inclui medidas para identificar petróleo e gás em escala comercial, sem produção nesta fase inicial.
  • A decisão final sobre novas áreas de petróleo cabe ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), conforme o processo de avaliação pré-operacional.
  • Marina reconheceu a contradição de liberar a exploração pouco antes da COP 30, defendendo uma transição energética gradual e planejada para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

A Petrobras recebeu autorização técnica do Ibama para iniciar a perfuração de um poço na foz do Amazonas, em uma área estratégica do litoral norte do Brasil. A decisão, anunciada na última segunda-feira (20), foi defendida pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que garantiu que a escolha foi baseada em critérios técnicos, sem influências políticas.

Marina esclareceu que a autorização para a pesquisa de petróleo, localizada a 175 quilômetros da costa e a 500 quilômetros da foz do rio Amazonas, foi precedida por rigorosas exigências de segurança ambiental. A ministra destacou que o Ibama exigiu a criação de uma base de apoio a 160 quilômetros do ponto de perfuração para garantir a proteção da fauna marinha em caso de emergências. A operação está prevista para durar cinco meses e visa identificar a presença de petróleo e gás em escala comercial.

Contradições e Desafios

Embora a ministra tenha enfatizado a natureza técnica da decisão, ela reconheceu a contradição de liberar a exploração de petróleo às vésperas da COP 30, que ocorrerá em novembro. Durante a conferência, o Brasil pretende reforçar seu compromisso com o combate às mudanças climáticas. “Precisamos sair da dependência do uso de combustível fóssil”, afirmou Marina, ressaltando a necessidade de uma transição energética planejada e gradual.

A autorização da Petrobras foi resultado de cinco anos de negociações e dois meses de análises na fase de avaliação pré-operacional, que incluiu testes de emergência. A operação não envolve a produção de petróleo nesta fase inicial, conforme comunicado da empresa. A decisão final sobre a exploração de novas áreas de petróleo cabe ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

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