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ONU fecha acordo inédito sobre crimes cibernéticos no Vietnã

ONU assina acordo sobre crimes cibernéticos em Hanói; quarenta ratificações para vigorar; União Europeia e Canadá aderiram; Estados Unidos não confirmaram

Embora a assinatura ocorra neste fim de semana, o tratado só entrará em vigor após a ratificação de 40 países (Westend61/Getty Images)
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  • Um acordo inédito das Nações Unidas sobre crimes cibernéticos está prestes a ser assinado em Hanói, Vietnã, neste fim de semana, visando ampliar a cooperação internacional no combate a delitos digitais; adesão já confirmada pela União Europeia e pelo Canadá, e a presença dos Estados Unidos na cerimônia ainda não foi anunciada.
  • O tratado só entra em vigor após a ratificação de 40 países.
  • Críticos ressaltam que a redação ampla pode colocar em risco a liberdade de expressão e facilitar a repressão a opositores políticos; defensores afirmam que o pacto traz salvaguardas para direitos humanos e torna mais ágil a resposta a crimes cibernéticos.
  • Organizações não governamentais e especialistas alertam que hackers éticos podem ser criminalizados, e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos questiona definições imprecisas de crimes digitais.
  • O governo vietnamita, anfitrião, sustenta que o acordo reforça a segurança cibernética, citando aumento de ataques à infraestrutura crítica; as próximas etapas dependem de adesões adicionais e de consenso sobre equilíbrio entre segurança e direitos.

Um acordo inédito das Nações Unidas sobre crimes cibernéticos está prestes a ser assinado em Hanói, Vietnã, neste fim de semana. O tratado visa fortalecer a cooperação internacional no combate a crimes digitais, que causam prejuízos significativos à economia global. A adesão da União Europeia e do Canadá já foi confirmada, mas a presença dos Estados Unidos na cerimônia ainda não foi anunciada.

O tratado só entrará em vigor após a ratificação por 40 países. Críticos apontam que a linguagem vaga do documento pode acarretar riscos à liberdade de expressão e possibilitar a repressão a opositores políticos. Defensores, por outro lado, afirmam que o pacto inclui salvaguardas para proteger direitos humanos e que tornará a resposta a crimes cibernéticos mais eficiente.

Críticas e Preocupações

Organizações não governamentais e especialistas alertam que a redação ampla do acordo pode ser utilizada por governos autoritários para perseguir opositores ou criminalizar hackers éticos, que trabalham para identificar falhas em sistemas. O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos já manifestou preocupações sobre como definições imprecisas de crimes digitais podem ser aplicadas para restringir a liberdade de expressão.

O governo vietnamita, anfitrião do evento, defende que o tratado reforça a segurança cibernética. Le Xuan Minh, chefe de segurança cibernética do ministério de segurança pública do Vietnã, enfatizou que o país tem enfrentado um aumento nos ataques a sua infraestrutura crítica. Ele acredita que a cooperação internacional é fundamental para identificar os responsáveis por essas ameaças.

O Caminho a Seguir

Embora o acordo represente um avanço na luta contra crimes digitais, a sua implementação e os impactos sobre a liberdade de expressão e os direitos humanos ainda geram discussões acaloradas. As próximas etapas dependem da adesão de mais países e da construção de um consenso sobre como equilibrar segurança e direitos individuais.

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