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Entidades acionam justiça para suspender licença da Petrobras na Foz do Amazonas

Coalizão de oito organizações entra com ação em Belém para suspender a licença da Petrobras no bloco FZA-M-59, Foz do Amazonas

Entidades ambientais acionam a Justiça para suspender licença para a Petrobras na Foz do Amazonas
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  • Uma coalizão de oito organizações ambientais, indígenas e quilombolas acionou a Justiça Federal em Belém, Pará, para suspender a licença concedida pela Ibama à Petrobras para perfurar na Bacia da Foz do Amazonas; a autorização foi emitida em vinte de outubro de dois mil e vinte e cinco.
  • A Ação Civil Pública, protocolada em vinte e dois de outubro, solicita a paralisação imediata das atividades de perfuração e a anulação definitiva da licença, além de exigir que o Ibama não emita novas licenças para a Margem Equatorial até haver avaliação ambiental e climática completa.
  • Os autores afirmam que a licença apresenta fragilidades técnicas e vícios insanáveis no Estudo de Impacto Ambiental, mencionando pareceres técnicos anteriores que indeferiram pedidos semelhantes em dois mil e dezoito e dois mil e vinte e três.
  • Também solicitam transparência sobre as emissões de gases de efeito estufa e consultas livres e informadas às comunidades afetadas, bem como avaliação ambiental/climática antes de novas licenças no litoral da Margem Equatorial.
  • A decisão gerou reação mista: Petrobras comemora como conquista da sociedade brasileira, enquanto ambientalistas e especialistas criticam; o Ibama sustenta que o licenciamento ocorreu após um processo rigoroso com mais de sessenta e cinco reuniões técnicas no Pará e no Amapá, em meio a contexto da COP vinte e nove em Belém.

Uma coalizão de oito organizações ambientais, indígenas e quilombolas acionou a Justiça Federal em Belém, no Pará, para suspender a licença concedida pelo Ibama à Petrobras. A autorização, que permite a perfuração de poços de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, foi emitida no dia 20 de outubro de 2025, após um longo processo de licenciamento. As entidades alegam que a licença apresenta “fragilidades técnicas e vícios insanáveis” no Estudo de Impacto Ambiental.

A Ação Civil Pública, protocolada em 22 de outubro, solicita a paralisação imediata das atividades de perfuração e a anulação definitiva da licença. Além disso, os autores exigem que o Ibama não emita novas licenças para empreendimentos na Margem Equatorial até que uma avaliação ambiental e climática completa seja realizada. A ação ocorre a apenas três semanas da COP30, que será realizada em Belém, aumentando a pressão sobre a questão ambiental.

Os críticos destacam que a licença foi concedida apesar de pareceres técnicos anteriores que indeferiram pedidos semelhantes em 2018 e 2023, citando incertezas sobre a vulnerabilidade ambiental da região. As organizações requerem também que o Ibama disponibilize dados sobre emissões de gases de efeito estufa e que sejam realizadas consultas livres e informadas às comunidades afetadas.

Controvérsias e Repercussões

A autorização foi recebida com entusiasmo pela Petrobras, que a considera uma “conquista da sociedade brasileira”, mas gerou forte reação negativa entre ambientalistas e especialistas. O Ibama defende que a licença foi concedida após um rigoroso processo de licenciamento, que incluiu mais de 65 reuniões técnicas em municípios do Pará e do Amapá. A situação destaca a tensão entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental em um momento crucial para a imagem do Brasil no cenário internacional.

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