- O rei Charles III participou da inauguração do memorial An Opened Letter, no National Memorial Arboretum, em Staffordshire, nesta segunda-feira, prestando homenagem aos veteranos LGBT+ das Forças Armadas britânicas.
- O evento simboliza um avanço na reconciliação com a comunidade LGBT+ após décadas de discriminação que ocorreram entre 1967 e 2000.
- Milhares de veteranos foram investigados, dispensados ou forçados a deixar suas carreiras por orientação sexual ou identidade de gênero; o ato contou com 300 convidados, incluindo veteranos afetados pela proibição.
- Brigadier Clare Phillips ressaltou a importância do memorial, organizado pela instituição de caridade LGBT Fighting With Pride, destacando contribuições e sacrifícios da comunidade nas Forças Armadas.
- O memorial recebeu subsídio de 350 mil libras do Escritório de Assuntos de Veteranos e traz uma escultura de bronze amassada; em 2023, o ex-primeiro-ministro Rishi Sunak pediu desculpas pelo tratamento histórico.
O rei Charles III participou da cerimônia de inauguração do memorial nacional dedicado a veteranos LGBT+ das Forças Armadas britânicas, intitulado An Opened Letter, no National Memorial Arboretum, em Staffordshire, nesta segunda-feira. O evento marca um passo significativo na reconciliação com a comunidade LGBT+ após décadas de discriminação, que perdurou de 1967 até 2000.
Durante a cerimônia, Charles prestou homenagem aos veteranos que enfrentaram traumas e discriminação por suas orientações sexuais. Milhares foram investigados, dispensados ou forçados a deixar suas carreiras devido à sua identidade de gênero ou orientação sexual. O ato contou com a presença de 300 convidados, incluindo veteranos que tiveram suas carreiras interrompidas antes da revogação da proibição em 2000.
Reconhecimento e Memória
Brig Clare Phillips, que serviu no Exército britânico por 30 anos, destacou a importância do memorial. Ela afirmou que as experiências de muitos veteranos LGBT+ foram devastadoras, resultando em vidas e carreiras destruídas. A cerimônia foi organizada pela organização de caridade LGBT Fighting With Pride, que enfatizou a relevância do memorial como um reconhecimento das contribuições e sacrifícios da comunidade LGBT+ nas Forças Armadas.
O memorial foi financiado com um subsídio de 350 mil libras do Escritório de Assuntos de Veteranos e apresenta uma escultura de bronze amassada, simbolizando as experiências vividas por aqueles afetados pela proibição. O ex-primeiro-ministro Rishi Sunak havia pedido desculpas em 2023, reconhecendo o tratamento histórico de LGBT+ no serviço militar britânico.
Histórias de Superação
Veteranos como Carol Morgan e Carl Austin-Behan compartilharam suas histórias de discriminação e os efeitos duradouros que enfrentaram. Morgan, expulsa do Exército nos anos 1970, descreveu a experiência como devastadora, enquanto Austin-Behan recordou a abrupta mudança em sua vida após ser descoberto como gay. Ambos ressaltaram a importância do memorial para reconhecer suas lutas e a necessidade de acolhimento contínuo.
O evento não apenas celebra a memória daqueles que sofreram, mas também simboliza um futuro mais inclusivo para todos os que desejam servir abertamente nas Forças Armadas britânicas.
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