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Relatório do parlamento britânico denuncia alojamento de imigrantes em hotéis

Comissão britânica aponta gasto de 17,5 bilhões de euros com hotéis para asilo entre 2019 e 2029; planos de encerrá-los até 2029 provocam debate

Rafa de Miguel
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  • O Reino Unido enfrenta crise na imigração irregular com privatização do alojamento de requerentes de asilo em hotéis desde 2012, gerando custos crescentes.
  • Segundo a Comissão de Interior do Parlamento, os gastos podem chegar a 17,5 bilhões de euros entre 2019 e 2029, mais de três vezes o valor inicial de 5,1 bilhões de euros.
  • Cerca de 103 mil pessoas estão alojadas em instalações governamentais, sendo 32 mil em cerca de 210 hotéis, muitos em áreas menos favorecidas da Inglaterra; incidente envolvendo liberação acidental de imigrante condenado por agressão sexual gerou protestos.
  • O relatório aponta dependência excessiva de hotéis pelo Ministério do Interior e aponta falhas na gestão de contratos, citando as empresas Mears e Cleasprings, que devem milhões ao governo; auditoria para recuperar valores ainda não foi concluída.
  • O governo, liderado pelo primeiro-ministro Keir Starmer, promete encerrar o uso de hotéis até 2029, buscando alternativas como bases militares; protestos da ultradireita ocorrem, enquanto o governo afirma ter reduzido custos, já economizando cerca de 1 bilhão de libras.

A gestão da imigração irregular no Reino Unido enfrenta uma crise crescente, marcada pela privatização do alojamento de requerentes de asilo em hotéis. Desde 2012, o custo desse modelo tem aumentado significativamente, com um relatório recente da Comissão de Interior do Parlamento revelando que os gastos com esse sistema podem alcançar 17,5 bilhões de euros entre 2019 e 2029. Esse valor é mais do que o triplo dos 5,1 bilhões de euros inicialmente previstos.

Atualmente, cerca de 103 mil pessoas estão alojadas em instalações governamentais, com 32 mil delas em aproximadamente 210 hotéis, muitos situados em áreas mais pobres da Inglaterra. As críticas à gestão se intensificaram, especialmente após um incidente em que um imigrante condenado por agressão sexual foi liberado acidentalmente de um hotel, provocando protestos e confrontos.

Críticas à Gestão e Dependência de Hotéis

O relatório aponta que o Ministério do Interior se tornou excessivamente dependente do uso de hotéis, o que gerou insatisfação entre a população local. O documento destaca a negligência na gestão dos contratos, mencionando que duas empresas, Mears e Cleasprings, devem milhões ao governo devido a lucros excessivos. A auditoria necessária para a recuperação desses valores ainda não foi concluída.

A situação é vista como resultado de uma abordagem política reativa, sem planejamento estratégico. O governo, sob a liderança do primeiro-ministro Keir Starmer, herdou um sistema problemático dos anos anteriores, mas enfrenta pressão para implementar mudanças. Starmer prometeu encerrar o uso de hotéis até 2029, buscando alternativas, como a utilização de bases militares.

Reações e Protestos

O clima de tensão é exacerbado por manifestações da ultradireita, que se opõe ao acolhimento de imigrantes. O governo laborista respondeu a essas críticas afirmando que tomará medidas para fechar os hotéis e reduzir os custos, já economizando cerca de 1 bilhão de libras. A crise de imigração, marcada por decisões de governos anteriores e o aumento do número de chegadas, continua a ser um tema central no debate político britânico.

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