- A megaoperação policial contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, realizada nesta terça-feira, 28 de outubro, deixou pelo menos 64 mortos, incluindo quatro policiais, e 81 prisões, com apreensões de mais de 10 toneladas de drogas e 190 armas, sendo a mais letal da história do estado; o governador Cláudio Castro disse que o estado ficou “sozinho” na ação, alegando recusa de apoio.
- O Ministério da Justiça contestou as afirmações de Castro, afirmando que desde 2023 foram 11 solicitações de renovação da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), todas atendidas; a Polícia Federal realizou 178 operações no estado neste ano, com 60 prisões ligadas ao tráfico.
- O governo federal informou que, desde 2019, quase R$ 288 milhões foram destinados ao Rio de Janeiro via o Fundo Nacional de Segurança Pública, com R$ 157 milhões já executados e saldo de cerca de R$ 174 milhões ainda disponíveis.
- As tensões entre os governos aumentaram em relação ao uso da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), com Castro criticando a falta de apoio, embora não tenha formalizado pedido de GLO ao presidente Lula.
- A nota oficial ressalta a cooperação entre governos na luta contra o crime organizado, em meio a debates sobre atuação, recursos e responsabilidade pela segurança no estado.
A megaoperação policial contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, realizada nesta terça-feira, 28 de outubro, resultou em pelo menos 64 mortes, incluindo quatro policiais, e 81 prisões. A ação é considerada a mais letal da história do estado, com apreensões de mais de 10 toneladas de drogas e 190 armas. O governador do Rio, Cláudio Castro (PL), declarou que o estado ficou “sozinho” na operação, alegando que o governo federal negou ajuda.
O Ministério da Justiça, liderado por Ricardo Lewandowski, contestou as afirmações de Castro, afirmando que desde 2023 foram feitas 11 solicitações de renovação da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), todas atendidas. O governo federal destacou que a Polícia Federal realizou 178 operações no estado neste ano, com 60 prisões ligadas ao tráfico de drogas.
Além disso, o governo federal mencionou que, desde 2019, quase 288 milhões de reais foram direcionados ao Rio de Janeiro através do Fundo Nacional de Segurança Pública, com 157 milhões já executados e um saldo de 174 milhões ainda disponível. O governo federal assegura que tem colaborado com o estado na luta contra o crime organizado, apesar das alegações do governador.
As tensões entre o governo estadual e federal se intensificaram, especialmente em relação ao uso da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Castro criticou a falta de apoio, mas não formalizou um pedido de GLO ao presidente Lula (PT). A situação destaca a complexidade da segurança pública no Rio e as divergências entre as esferas de governo.
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