- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, pela falta de ações efetivas no combate ao contrabando de combustíveis, apontado como uma das principais fontes de financiamento do crime organizado, após megaoperação que matou 64 pessoas, prendeu 81 integrantes do Comando Vermelho e apreendeu quatro navios.
- Haddad afirmou que o contrabando de combustíveis “irrigava o crime organizado” e pediu ações coordenadas para atacar a estrutura financeira das facções; o governo federal atua com a Receita Federal para sufocar o dinheiro do crime.
- A operação, considerada uma das mais letais da história do Rio, cumpriu 81 mandados de prisão e resultou na apreensão de quatro navios ligados a fraudes no setor de combustíveis; o ministro reforçou o compromisso do governo federal em desarticular as fontes de financiamento do crime.
- Haddad ressaltou a importância da aprovação da PEC da Segurança Pública para ampliar a coordenação das forças policiais, ainda que a proposta enfrente resistência por ser vista como invasão de prerrogativas constitucionais.
- O governador Castro disse atuar sozinho e que pediu ajuda ao governo federal, o que foi contestado pelo ministro Ricardo Lewandowski, que afirmou que todas as solicitações foram atendidas; os líderes devem se reunir para discutir próximos passos no combate ao crime no estado.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, pela falta de ações efetivas no combate ao contrabando de combustíveis, uma das principais fontes de financiamento do crime organizado. A declaração ocorreu após uma megaoperação policial que resultou na morte de 64 pessoas e na prisão de 81 membros do Comando Vermelho. Haddad destacou que o governo estadual tem agido pouco para sufocar financeiramente as facções criminosas.
Em entrevista, Haddad afirmou que o contrabando de combustíveis “irrigava o crime organizado”. Ele enfatizou a necessidade de ações coordenadas para atacar a estrutura financeira das organizações criminosas. O governo federal, segundo ele, já está atuando junto à Receita Federal para cortar o fluxo de dinheiro destinado ao crime.
Megaoperação e Apreensões
A operação realizada no dia anterior é considerada uma das mais letais na história do Rio de Janeiro, com 81 mandados de prisão cumpridos. Durante a ação, quatro navios foram apreendidos, ligados a esquemas de fraude no setor de combustíveis. O ministro ressaltou que o governo federal está comprometido em desarticular as fontes de financiamento do crime, afirmando que “sem dinheiro, tem pouca capacidade de atuação”.
Haddad também mencionou a importância da aprovação da PEC da Segurança Pública, que visa ampliar a coordenação das forças policiais. Ele acredita que isso permitiria um combate mais eficaz às organizações criminosas, embora a proposta enfrente resistência por ser vista como uma invasão de prerrogativas constitucionais.
O governador Castro, por sua vez, alegou que o estado tem atuado sozinho na luta contra o Comando Vermelho e que pedidos de ajuda ao governo federal foram negados. Essa afirmação foi contestada pelo ministro Ricardo Lewandowski, que declarou que todas as solicitações foram atendidas. Ambos os líderes devem se reunir para discutir as próximas ações no combate ao crime no estado.
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