- O Ministério da Defesa informou que o pedido do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, para o fornecimento de veículos blindados da Marinha não tem relação com a megaoperação realizada nesta terça-feira, 28 de outubro, contra o Comando Vermelho; a operação deixou 64 mortos, incluindo quatro policiais, e 81 prisões.
- Castro afirmou insatisfação com as negativas do governo federal para apoio à segurança pública, dizendo que houve pelo menos três pedidos negados para empréstimo de blindados; a autorização, segundo ele, exigiria Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que é objeto de oposição do presidente Jair Bolsonaro.
- A Defesa destacou que o pedido remonta a dezembro de 2024, quando capitã-de-mar-e-guerra da Marinha foi baleada; na ocasião, a Marinha posicionou blindados no perímetro do Hospital Naval Marcílio Dias, dentro dos limites legais.
- O ministério informou ainda que a Advocacia-Geral da União emitiu parecer técnico indicando que a solicitação só poderia ser atendida em contexto de GLO, o que exigiria decreto presidencial.
- A situação evidencia tensões entre o governo do estado e a administração federal em temas de segurança pública no Rio de Janeiro.
O Ministério da Defesa do Brasil esclareceu que o pedido do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, para o fornecimento de veículos blindados da Marinha não está relacionado à megaoperação realizada nesta terça-feira, 28 de outubro. A operação, que teve como alvo o Comando Vermelho, resultou em 64 mortos, incluindo quatro policiais, e 81 prisões.
Durante uma coletiva de imprensa, Castro expressou sua insatisfação com as negativas do governo federal em atender a solicitações de apoio à segurança pública. Ele afirmou que houve pelo menos três pedidos negados para o empréstimo de blindados, justificando que a autorização para tal requereria uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO), a qual o presidente Jair Bolsonaro se opõe. “Cada dia uma razão para não estar colaborando”, lamentou o governador.
Contexto do Pedido
A Defesa ressaltou que a demanda por blindados se refere a um incidente ocorrido em dezembro de 2024, quando uma capitã-de-mar-e-guerra da Marinha foi baleada. Na ocasião, a Marinha posicionou veículos blindados no perímetro do Hospital Naval Marcílio Dias, respeitando os limites legais. O ministério também mencionou que a Advocacia-Geral da União emitiu um parecer técnico indicando que a solicitação do governo fluminense só poderia ser atendida em um contexto de GLO, o que exigiria um decreto presidencial.
A situação evidencia a tensão entre o governo do estado e a administração federal, especialmente em momentos críticos de segurança pública no Rio de Janeiro.
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