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PSB leva ao STF denúncias de torturas e mortes em megaoperação no Rio

PSB apresenta ao STF a ADPF 635 denunciando tortura e execuções no RJ; ONU pede apuração rápida; operação Contenção deixa cento e vinte mortes, diz governo

PSB denunciou sinais de tortura e execuções sumárias após megaoperação no Rio. (Foto: Antonio Lacerda / EFE)
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  • A operação Contenção, ocorrida em vinte e oito de outubro de dois mil e vinte e cinco, resultou em cento e vinte mortes no Complexo da Penha e Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro.
  • O Partido Socialista Brasileiro protocolou no Supremo Tribunal Federal a ADPF 635, denunciando tortura e execuções e pedindo investigação federal.
  • O documento aponta indícios de tortura e execuções extrajudiciais, com relatos de tiros na testa e nas costas, além de marcas de esfaqueamento, agressões a moradores e incêndios em residências.
  • O governador Cláudio Castro classificou a operação como um sucesso; o PSB solicita que investigações sejam conduzidas pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal para garantir imparcialidade.
  • A Organização das Nações Unidas expressou horror e pediu apuração rápida; moradores relataram clima de pânico com disparos de helicópteros e confrontos, e o PSB afirma que a operação marca um novo capítulo na violência policial, superando Jacarezinho e Carandiru.

A Operação Contenção, realizada no dia 28 de outubro de 2025, resultou em cerca de 120 mortes no Complexo da Penha e Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro. O Partido Socialista Brasileiro (PSB) protocolou uma denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF), através da ADPF 635, alegando graves violações de direitos humanos. O governador Cláudio Castro classificou a operação como um sucesso, enquanto a ONU expressou horror diante dos eventos e pediu investigações rápidas.

Na petição, o PSB aponta indícios de tortura e execuções extrajudiciais. O documento destaca que muitos dos corpos apresentavam sinais de execução, como tiros na testa e nas costas, além de marcas de esfaqueamento. Relatos de agressões a moradores e incêndios em residências por parte da polícia também foram mencionados. O partido critica a ideia de que se pode combater o crime cometendo crimes.

Repercussões e Investigações

A manifestação do PSB, assinada por advogados renomados, solicita que as investigações sejam conduzidas por autoridades federais, como o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, para garantir imparcialidade. O governador Castro, por sua vez, rejeitou críticas do governo federal e afirmou que não aceitará politicagem em relação à operação.

A ONU, através do Conselho de Direitos Humanos, pediu uma apuração rápida e eficaz sobre as alegações de violações. O clima de pânico entre os moradores durante a operação foi relatado, com disparos de helicópteros e confrontos nas comunidades. O PSB considera que a operação marca um novo capítulo na história da violência policial no Brasil, superando casos emblemáticos como a chacina do Jacarezinho e o massacre do Carandiru.

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