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Governo não sabe combater crime organizado, diz senador da CPI

Senador Alessandro Vieira lança a CPI do Crime Organizado para investigar atuação dos governos no combate às facções; critica a PEC da Segurança Pública

Senador proponente de CPI do Crime Organizado critica falta de coordenação e diz que Brasil não precisa de PEC para integrar políticas. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
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  • O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) propôs a criação da CPI do Crime Organizado para investigar a atuação dos governos no combate ao crime, após a megaoperação no Rio de Janeiro que prendeu 113 suspeitos e deixou 119 mortos.
  • Vieira afirmou à GloboNews que não existe um planejamento centralizado para a segurança pública e que a CPI ouvirá autoridades de estados bem-sucedidos no combate à violência para aprender com as experiências.
  • O senador criticou a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, dizendo que é uma solução inadequada e defendendo ações coordenadas sem precisar de nova legislação.
  • Governadores da oposição contestam a PEC, argumentando que ela interfere nas políticas estaduais, prerrogativa constitucional.
  • Vieira disse que a CPI pode oferecer um endereço claro para soluções, como um plano nacional de segurança e a integração entre as forças, destacando que há propostas em tramitação, mas falta liderança política.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) propôs a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, com o objetivo de investigar a atuação dos governos no combate ao crime. A proposta surge após a megaoperação realizada no Rio de Janeiro, que resultou na prisão de 113 suspeitos e deixou 119 mortos. Vieira criticou a falta de coordenação entre as esferas federal e estadual, evidenciada pelas trocas de acusações entre as autoridades durante a operação.

Em entrevista à GloboNews, Vieira destacou que não existe um planejamento centralizado para a segurança pública no Brasil. Ele afirmou que a CPI buscará ouvir autoridades de estados que obtiveram sucesso no combate à violência, visando aprender com suas experiências. O senador também criticou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, considerada uma solução inadequada para os problemas enfrentados. Para ele, ações coordenadas são mais eficazes e não necessitam de uma nova legislação.

Críticas à PEC da Segurança Pública

A PEC da Segurança Pública, defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enfrenta resistência de governadores da oposição. Eles argumentam que a proposta interfere nas políticas estaduais, uma prerrogativa constitucional. Vieira enfatizou que a PEC é uma solução “típica de gabinete”, sem conhecimento da realidade da segurança pública. Ele acredita que a CPI pode proporcionar um endereço claro para as soluções necessárias, como um plano nacional de segurança e integração entre as forças de segurança.

O senador ressaltou que existem diversas propostas legislativas já em tramitação que poderiam ser implementadas, mas a falta de liderança política e articulação tem atrasado a entrega de soluções à população. Vieira concluiu que o foco deve ser em um trabalho sério e técnico, sem depender de soluções políticas superficiais.

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