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Mais da metade das empresas britânicas muda estratégia ética, aponta estudo

Mais da metade das empresas britânicas revisa políticas éticas e de sustentabilidade em resposta às críticas dos EUA à agenda woke; 28% fizeram mudanças amplas, 26% mudanças específicas, 32% discutem alterações

The Trump administration’s criticism of the ‘woke’ agenda has led to some UK businesses making wholesale changes to DEI and environmental sustainability policies or abandoned them altogether. Photograph: Cristóbal Herrera/EPA
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  • Mais da metade das empresas britânicas está revisando políticas éticas, especialmente DEI, em resposta às críticas americanas à agenda “woke”.
  • Freeths aponta que 28% das organizações entrevistadas implementaram mudanças significativas ou abandonaram iniciativas de DEI e sustentabilidade; 26% fizeram alterações específicas e 32% discutem modificações.
  • As pressões políticas no Reino Unido, com pedidos de revogação da Equality Act por membros do Partido Conservador, aparecem como motivação para mudanças corporativas, segundo o estudo.
  • O levantamento revela que 83% dos líderes jurídicos entendem que lucrar pode superar decisões éticas; 22% dizem que conflitos entre lucro e ética ocorrem com muita frequência e 32% que ocorrem regularmente.
  • Empresas como Amazon, Disney e Google já abandonaram políticas de DEI; a BT cortou iniciativas de DEI de bônus de gerentes, e tramita no Parlamento um projeto de lei para que empresas com mais de 250 funcionários relatem lacunas salariais por raça e deficiência.

Mais da metade das empresas britânicas está revisando suas políticas éticas, especialmente em relação a diversidade, equidade e inclusão (DEI), em resposta às críticas da administração Trump nos Estados Unidos. Um estudo realizado pela firma de advocacia Freeths revelou que 28% das organizações entrevistadas implementaram mudanças significativas ou abandonaram iniciativas de DEI e sustentabilidade.

O levantamento, que envolveu 250 conselheiros gerais e diretores jurídicos de empresas com faturamento superior a £100 milhões, constatou que 26% das empresas realizaram alterações específicas e 32% estão debatendo possíveis modificações. As críticas à agenda “woke” nos EUA, que incluem demissões de servidores públicos e a rotulação de medidas contra desigualdade racial como “discriminatórias”, estão influenciando esse movimento.

Impacto das Críticas

O clima político nos EUA tem gerado repercussões no Reino Unido, onde partidos como o Reform e o Blue Labour pressionam por mudanças nas políticas de DEI. A ex-ministra Suella Braverman e Jacob Rees-Mogg, ambos do Partido Conservador, pediram a revogação da Equality Act, que oferece proteção contra discriminação. O estudo da Freeths indica que muitas empresas britânicas já estão mudando seu comportamento em resposta a essas pressões políticas.

Phillipa Dempster, sócia sênior da Freeths, destacou que a busca por lucro pode comprometer decisões éticas. A pesquisa revelou que 83% dos líderes jurídicos acreditam que “fazer a coisa certa” é secundário em relação ao lucro nas decisões empresariais. Quando questionados sobre conflitos entre lucro e ética, 22% afirmaram que isso ocorre com muita frequência, enquanto 32% disseram que acontece regularmente.

Reações e Perspectivas

Empresas como Amazon, Disney e Google já abandonaram políticas de DEI em resposta ao ambiente político nos EUA. No Reino Unido, a BT cortou iniciativas de DEI de seu programa de bônus para gerentes, embora afirme manter seu compromisso com a diversidade.

Helena Morrissey, presidente do Diversity Project, considerou o relatório “depressivo”. Ela argumentou que, apesar de algumas políticas terem se tornado politizadas, a ética deve ser uma prioridade. O relatório também trouxe uma notícia positiva: a proposta de um projeto de lei que obrigaria empregadores com mais de 250 funcionários a relatar lacunas salariais relacionadas à etnia e deficiência está em tramitação no Parlamento.

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