- Ministros Anielle Franco e Macaé Evaristo visitaram os complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, 30, após operação que deixou 121 mortes e 113 prisões; comitiva ouviu famílias e discutiu medidas de segurança para reduzir desigualdades.
- A comitiva, formada por parlamentares de esquerda, esteve no CUFA, no Instituto Médico-Legal e na Defensoria para cobrar estratégias de segurança que enfrentem as desigualdades.
- Benedita da Silva, deputada do Partido dos Trabalhadores, destacou a necessidade de justiça e citou que mais de 70 corpos foram encontrados na mata; ela responsabilizou o governador Cláudio Castro pela alta letalidade da ação.
- Anielle Franco afirmou que a segurança pública deve reduzir desigualdades e que não é aceitável provocar pânico em comunidades densamente povoadas; o secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Santos, reconheceu que a alta letalidade era previsível, mas não desejada, e defendeu a operação.
- Na Assembleia Legislativa do Rio, parlamentares de esquerda foram acusados de proteger criminosos, acusação que Benedita contestou, dizendo que o foco deve ser as famílias das favelas e não os bandidos.
As ministras Anielle Franco, da Igualdade Racial, e Macaé Evaristo, dos Direitos Humanos, visitaram nesta quinta-feira (30) os complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. A ação ocorreu após uma operação policial que resultou em 121 mortes e 113 prisões, conforme dados atualizados. A comitiva, composta por deputados e deputadas de esquerda, buscou ouvir as famílias afetadas e discutir medidas de segurança que abordem as desigualdades sociais.
Durante a visita, a comitiva se reuniu com líderes comunitários e representantes de movimentos sociais na Central Única das Favelas (CUFA). Benedita da Silva, deputada do PT, enfatizou a necessidade de justiça e criticou a abordagem da operação, que levou a mais de 70 corpos encontrados na mata entre as comunidades. A parlamentar responsabilizou o governador Cláudio Castro pela alta letalidade da ação policial.
Críticas à Operação
Anielle Franco destacou que a segurança pública deve ser tratada com estratégias que priorizem a redução de desigualdades. Ela e outros membros da comitiva manifestaram preocupação com a forma como a operação foi conduzida, afirmando que não é aceitável causar pânico em comunidades densamente povoadas. O secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Santos, reconheceu que a alta letalidade era previsível, mas não desejada, e defendeu a operação como uma resposta ao enfrentamento de criminosos.
As críticas à operação geraram um debate acalorado na Assembleia Legislativa do Rio. Parlamentares da esquerda foram acusados de proteger criminosos, o que foi veementemente contestado por Benedita. Para ela, o foco deve ser na defesa das famílias que vivem nas favelas e não na proteção de bandidos. A situação revela a complexidade do debate sobre segurança pública no Brasil e a necessidade urgente de um diálogo que considere as realidades das comunidades afetadas.
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