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STF decide execução da pena de Carla Zambelli por perseguição a homem em 2022

STF determina início da execução de cinco anos e três meses de prisão à deputada Carla Zambelli por perseguição armada a opositor em São Paulo, com trânsito em julgado

Corte encerrou possibilidade de recursos na ação que apurava perseguição armada a opositor político em São Paulo. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
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  • STF determinou o início da execução da pena de 5 anos e 3 meses de prisão da deputada Carla Zambelli (Partido Liberal, SP) pela perseguição armada a um opositor em São Paulo, em 2022, com trânsito em julgado e sem possibilidades de recursos.
  • Zambelli continua presa na Itália, aguardando extradição em outra ação, na qual é acusada de invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com hacker; o STF também cassou o mandato, que ainda está sob análise da Câmara.
  • A condenação, anunciada em agosto, manteve Zambelli culpada por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, em votação de nove votos a dois, segundo o relator Gilmar Mendes.
  • O episódio ocorreu na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando a deputada perseguiu um apoiador de Luiz Inácio Lula da Silva armado pelas ruas de um bairro nobre da capital paulista.
  • O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que a ação de Zambelli influenciou sua derrota; a diferença entre Bolsonaro e Lula foi de 1,80%, a menor registrada nas eleições presidenciais.

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quinta-feira, 30 de outubro de 2025, o início da execução da pena de 5 anos e 3 meses de prisão da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A condenação refere-se à perseguição armada a um opositor político em São Paulo, ocorrida em 2022. A Corte emitiu a certidão de trânsito em julgado, encerrando a possibilidade de novos recursos.

Embora o caso tramitasse em segredo de Justiça, a decisão do STF foi clara ao determinar o início da pena. Zambelli, no entanto, permanece presa na Itália, aguardando o processo de extradição em outra ação, em que é acusada de invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com o hacker Walter Delgatti Neto. O STF também já decidiu pela cassação do mandato da parlamentar, que ainda está sob análise da Câmara dos Deputados.

A condenação de Zambelli foi confirmada em agosto deste ano, quando o STF a considerou culpada por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, em uma votação que resultou em nove votos a dois. O incidente ocorreu na véspera do segundo turno das eleições presidenciais de 2022, quando a deputada perseguiu um apoiador do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) armada pelas ruas de um bairro nobre da capital paulista. O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, destacou a gravidade da ação da parlamentar.

Consequências Políticas

A perseguição armada teve repercussões políticas significativas. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que a ação de Zambelli foi um fator que contribuiu para sua derrota nas eleições. Ele argumentou que a imagem da deputada armada associou sua campanha à defesa do porte de armas, levando eleitores a anularem seus votos. A diferença entre Bolsonaro e Lula foi de apenas 1,80%, a menor já registrada nas eleições presidenciais.

A situação de Carla Zambelli, marcada por condenações e a possibilidade de extradição, continua a gerar debates sobre a responsabilidade de figuras públicas e a segurança no ambiente político brasileiro.

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