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Cerca de 700 mortos em protestos na Tanzânia, diz oposição

Oposição diz que cerca de 700 mortos em três dias de protestos na Tanzania, com toque de recolher e repressão policial

Tanzanian riot police officers walk past a vandalised campaign poster of President Samia Suluhu Hassan. Photograph: Thomas Mukoya/Reuters
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  • Cerca de 700 pessoas morreram em três dias de protestos iniciados em 29 de outubro, após a votação, que se espalharam por cidades como Dar es Salaam e Mwanza.
  • O Chadema, partido de oposição, afirmou que os números podem ser ainda maiores devido ao toque de recolher imposto pelo governo.
  • A repressão das forças de segurança ganhou intensidade após a prisão de líderes oposicionistas, incluindo Tundu Lissu e Luhaga Mpina, com a ONU apontando uso de munição real e gás lacrimogêneo.
  • Relatos indicam pelo menos dez mortes adicionais confirmaridas além das registradas pelo Chadema.
  • O governo aplicou toque de recolher, interrompeu serviços digitais e a liderança militar classificou os manifestantes como criminosos; Nações Unidas (ONU) e Amnistia Internacional condenaram os abusos e demandaram investigações.

Cerca de 700 pessoas foram mortas durante três dias de protestos em resposta à exclusão de candidatos da oposição nas eleições da Tanzânia. As manifestações começaram na quarta-feira, 29 de outubro, após a votação, e se espalharam por várias cidades, incluindo Dar es Salaam e Mwanza. O partido de oposição Chadema, representado por John Kitoka, afirmou que os números de mortes podem ser ainda maiores devido a um toque de recolher imposto pelo governo.

As tensões aumentaram após a prisão de líderes oposicionistas, como Tundu Lissu e Luhaga Mpina, que foram desqualificados da corrida eleitoral. A situação se agravou com a repressão violenta das forças de segurança, que, segundo a ONU, utilizaram munição real e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Relatos indicam que a repressão resultou em pelo menos 10 mortes confirmadas, além das que foram contabilizadas pelo Chadema.

Reação do Governo

Em resposta aos protestos, o governo impôs um toque de recolher e interrompeu serviços digitais, dificultando a comunicação entre os cidadãos. A liderança militar também se manifestou, chamando os manifestantes de criminosos e prometendo conter a situação. A situação se tornou crítica, com a população exigindo um governo de transição e eleições justas.

A Organização das Nações Unidas (ONU) expressou preocupação com a violência e pediu que as forças de segurança respeitassem os direitos humanos. Amnistia Internacional e outras organizações de direitos humanos também condenaram a brutalidade policial e pediram investigações sobre as mortes ocorridas durante os protestos. A pressão internacional sobre o governo tanzaniano aumenta à medida que a situação se torna mais instável.

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