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Ministra anuncia perícia independente após reunião com famílias no Rio

Macaé Evaristo classifica a operação Penha/Alemão como fracasso e anuncia perícia independente com comissão emergencial para apurar mortes

A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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  • A operação nos complexos da Penha e do Alemão deixou 121 mortos e mais de 80 prisões, com o governo do estado avaliando a ação como “sucesso” no combate ao tráfico e à facção Comando Vermelho.
  • A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, classificou a ação como fracasso e prometeu perícia independente para investigar as circunstâncias das mortes.
  • Em reunião com lideranças comunitárias e familiares das vítimas, Macaé afirmou que a operação expôs inocentes a riscos, chamou-a de horror e ressaltou a necessidade de usar inteligência nas ações contra o crime organizado.
  • A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, disse que nenhum corpo tombado deve ser aceitável, reforçando as críticas à letalidade da operação.
  • A comunidade pediu atendimento psicossocial e oportunidades de trabalho; foi formada uma comissão emergencial integrada por ministérios, incluindo Saúde e Educação, para atender às reivindicações e a direitos básicos. A operação apreendeu 118 armas e drogas.

A operação policial nos complexos da Penha e do Alemão, realizada no início da semana, resultou em ao menos 121 mortos e mais de 80 prisões. O governo do estado do Rio de Janeiro avaliou a ação como um “sucesso”, afirmando que o objetivo era combater o tráfico de drogas e a expansão da facção Comando Vermelho. No entanto, a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, classificou a operação como um “fracasso” e prometeu uma perícia independente para investigar as circunstâncias das mortes.

Durante uma reunião com lideranças comunitárias e familiares das vítimas, Macaé Evaristo destacou que a ação policial expôs pessoas inocentes a riscos, chamando-a de “um horror”. A ministra ressaltou a importância de utilizar inteligência nas operações de combate ao crime organizado, afirmando que “é inadmissível uma operação que não use inteligência para garantir sua efetividade”. Além disso, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, enfatizou que “nenhum corpo tombado” deve ser aceitável, reforçando as críticas à letalidade da ação.

Demandas da Comunidade

A reunião, que durou mais de duas horas, também abordou as necessidades da comunidade, como atendimento psicossocial e alternativas de trabalho para a juventude local. Macaé Evaristo anunciou a formação de uma comissão emergencial integrada por diversos ministérios, incluindo Saúde e Educação, para atender às reivindicações apresentadas. Segundo a ministra, a comunidade busca não apenas justiça, mas também direitos básicos como educação, saúde e trabalho decente.

A operação, que apreendeu 118 armas e drogas, gerou um intenso debate sobre direitos humanos e a letalidade das ações policiais no Brasil. A expectativa é que a perícia independente traga maior clareza sobre os eventos e ajude a restabelecer a confiança da comunidade nas instituições.

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