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Polícia divulga identidades dos mortos na Operação Rio

Às 11h, a Polícia Civil apresentará a lista parcial dos mortos na megaoperação e as fichas criminais dos suspeitos, entre 121 óbitos, quatro agentes, com críticas ao IML e à reconstrução digital

Polícia Civil do Rio divulga lista de mortos em megaoperação. Parlamentares denunciam condições do IML; Defensoria e MP atuam em auxílio às famílias - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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  • A Polícia Civil do Rio de Janeiro vai divulgar nesta sexta-feira, 31, a partir das 11h, a lista parcial dos 121 mortos na megaoperação realizada terça-feira, 28, nos complexos do Alemão e da Penha, bem como as fichas criminais dos suspeitos, incluindo os que vieram de outros estados.
  • O anúncio contará com as presenças do secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, e do secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi.
  • A operação deixou 121 óbitos, entre os quais quatro policiais, conforme informações oficiais.
  • Parlamentares criticam o Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto, alegando condições precárias para familiares; a deputada Dani Monteiro (PSOL-RJ) relatou que muitos familiares dormem na porta do IML, com mau cheiro e demora na liberação dos corpos.
  • Em reunião intitulada Rio Sem Massacre, Monteiro classificou a situação como face cruel da violência de Estado; o Ministério Público do Rio de Janeiro utiliza tecnologia de reconstrução digital dos corpos para as investigações, ampliando as informações sobre as circunstâncias.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro anunciou que, nesta sexta-feira, 31, a partir das 11h, será divulgada a lista parcial dos 121 mortos na megaoperação realizada na última terça-feira, 28. O evento contará com a presença do secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, e do secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi. Além dos nomes, também serão apresentadas as fichas criminais dos suspeitos, incluindo aqueles que vieram de outros estados.

A operação, que ocorreu nos complexos do Alemão e da Penha, resultou em 121 óbitos, entre os quais quatro eram policiais. A situação no Instituto Médico-Legal (IML) Afrânio Peixoto tem sido criticada por parlamentares, que relatam condições precárias para os familiares das vítimas. A deputada estadual Dani Monteiro (PSOL-RJ) denunciou que muitos familiares estão dormindo nas portas do IML, enfrentando o mau cheiro dos corpos sem refrigeração e a demora na liberação dos corpos.

Críticas e Tecnologias

Durante a reunião “Rio Sem Massacre”, a deputada Monteiro classificou a situação como uma face cruel da violência de Estado, ressaltando o abandono que as famílias enfrentam. O Ministério Público do Rio de Janeiro está utilizando uma tecnologia de reconstrução digital dos corpos, que registra com precisão as lesões externas, facilitando as investigações.

As críticas ao IML e a falta de apoio às famílias das vítimas continuam a ser um tema central nas discussões sobre a operação. A expectativa é que a coletiva de imprensa traga mais clareza sobre o número de mortos e as circunstâncias envolvidas.

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