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Extrema direita mantém um terço dos governos europeus apesar de Wilders

Eleições na Holanda derrotam Geert Wilders; PVV fica fora do Executivo, mas ultradireita persiste em oito governos da UE e lidera sondagens na França, Alemanha e Itália

Marine Le Pen y Jordan Bardella, el 14 de septiembre en Burdeos.
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  • Na Holanda, Geert Wilders e o PVV foram derrotados e não integram o novo governo, devendo retornar à oposição.
  • A extrema direita permanece em oito dos 27 governos da União Europeia e continua liderando pesquisas em França, Alemanha e Itália.
  • A vitória da formação liberal progressista D66 na Holanda representa um revés significativo para os ultradireitistas.
  • Na Europa, Giorgia Meloni (Itália) segue com cerca de 30% de intenção de votos; Jordan Bardella (França) lidera as pesquisas para 2027; na Alemanha, AfD mantém posições fortes nas sondagens, sem chegar ao poder.
  • A eleição holandesa aponta fragmentação dentro da extrema direita: PVV perdeu cerca de 700 mil votos, enquanto JA twenty-one (JA21) e Fórum pela Democracia aumentam a representação.

A derrota do veterano Geert Wilders e seu partido, o PVV, nas eleições da Holanda, não impede a manutenção da extrema direita em oito dos 27 governos da União Europeia. A vitória de uma formação liberal progressista (D66) em um dos maiores países da UE representa um revés significativo para os partidos ultradireitistas, que continuam a liderar pesquisas em países como França, Alemanha e Itália.

Apesar da derrota, Wilders, que já foi uma figura proeminente da ultradireita europeia, afirmou que ainda tem planos para o futuro político. Contudo, seu partido ficou fora da formação do novo governo e deve retornar à oposição. A situação na Holanda, segundo Jeremy Cliffe, do Conselho Europeu de Relações Exteriores, evidencia que os partidos de extrema direita enfrentam desafios ao exercer o poder, o que pode abrir espaço para alternativas mais moderadas.

Situação na Europa

A extrema direita ainda é uma força significativa na política europeia. Na Itália, o partido Irmãos da Itália, liderado por Giorgia Meloni, mantém-se como a principal força política, com cerca de 30% de intenção de votos. Em França, Jordan Bardella do Reagrupamento Nacional lidera as pesquisas para as presidenciais de 2027, enquanto na Alemanha, o partido Alternativa para a Alemanha (AfD) se destaca nas sondagens, embora ainda não tenha conseguido o poder efetivo.

Na Escandinávia, os partidos de extrema direita enfrentam um cenário mais complicado. Na Suécia, os Demócratas Suecos estão perdendo influência, e na Dinamarca, a fragmentação entre os partidos dificulta a formação de um governo sólido. A situação é semelhante na Finlândia, onde o Partido dos Finlandeses tem visto uma queda em sua popularidade.

Tendências Emergentes

As eleições na Holanda revelam uma tendência de fragmentação dentro da extrema direita. O PVV perdeu cerca de 700 mil votos em comparação com as eleições anteriores, mas outros partidos de ideologia similar, como JA21 e o Fórum pela Democracia, conseguiram capitalizar essa perda, aumentando significativamente sua representação.

Os dados sugerem que a extrema direita ainda possui um papel relevante na política europeia, mas enfrenta um ambiente de crescente volatilidade e resistência, indicando que a luta contra suas ideologias está longe de ser vencida.

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