- O ministro Alexandre de Moraes decidiu, nesta segunda-feira, 3 de novembro de 2025, manter a prisão preventiva do general Walter Souza Braga Netto; detenção desde 14 de dezembro de 2024, totalizando 324 dias, em cumprimento à revisão a cada 90 dias.
- Moraes justificou a medida pelo término do julgamento de mérito relacionado à tentativa de golpe e pelo fundado receio de fuga, citando precedentes envolvendo réus do 8 de janeiro de 2023.
- Braga Netto foi condenado a 26 anos de prisão pela 1ª Turma do STF em 11 de setembro de 2025, com multa superior a R$ 133 mil.
- O caso segue no contexto das investigações sobre os eventos de 8 de janeiro, com o STF agendando a análise do recurso de Bolsonaro para a próxima sexta-feira, 7 de novembro.
- A decisão reforça a continuidade da prisão preventiva diante de possíveis tentativas de evasão por réus condenados nesses desdobramentos.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu manter a prisão preventiva do general Walter Souza Braga Netto. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira, 3 de novembro de 2025, e ocorre em cumprimento à revisão legal da prisão a cada 90 dias. Braga Netto está detido desde 14 de dezembro de 2024, totalizando 324 dias.
Moraes justificou a manutenção da prisão ao mencionar o término do julgamento de mérito relacionado à tentativa de golpe de Estado e o “fundado receio de fuga” do réu. O ministro destacou que situações semelhantes, envolvendo réus do 8 de janeiro de 2023, servem como precedentes para sua decisão. Em suas palavras, “a manutenção da prisão preventiva é necessária para a garantia efetiva da aplicação da lei penal”.
Condenação e Consequências
Em 11 de setembro de 2025, Braga Netto foi condenado a 26 anos de prisão pela 1ª Turma do STF, além de uma multa superior a R$ 133 mil. Essa pena é a segunda maior imposta até o momento, ficando atrás apenas da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que recebeu 27 anos de reclusão. O STF está agendado para analisar um recurso de Bolsonaro na próxima sexta-feira, 7 de novembro.
A decisão de Moraes representa um desdobramento importante no contexto das investigações sobre os eventos de 8 de janeiro, que envolveram tentativas de desestabilização do governo. A continuidade da prisão preventiva de Braga Netto reflete a preocupação das autoridades com possíveis tentativas de evasão por parte de réus condenados em casos semelhantes.
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