- Clara Charf morreu em São Paulo aos 100 anos no dia 3 de novembro de 2025, conforme confirmação da Associação Mulher pela Paz, entidade que ela fundou e presidiu.
- Nascida em 17 de julho de 1925, em Maceió, ela teve trajetória marcada pela militância política; aos 21 anos ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB) e foi uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores (PT).
- Durante o regime militar, participou da Aliança Nacional Libertadora e teve seus direitos políticos cassados em 1964.
- Foi casada com Carlos Marighella por quase 20 anos, até o assassinato dele em 1969, dedicando-se a causas femininas e aos direitos humanos.
- A diretora-executiva da Associação Mulher pela Paz, Vera Vieira, destacou o legado de Charf: “Uma vida com tamanha luminosidade fica gravada em todos que tiveram o privilégio de aprender com ela”.
Clara Charf, ativista e ex-companheira do guerrilheiro Carlos Marighella, faleceu em São Paulo aos 100 anos no dia 3 de novembro de 2025. A informação foi confirmada pela Associação Mulher pela Paz, entidade que ela fundou e presidiu, destacando seu legado nas lutas sociais e pelos direitos humanos.
Nascida em 17 de julho de 1925 em Maceió, Clara Charf teve uma trajetória marcada pela militância política. Filha de judeus russos, ela se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) aos 21 anos e foi uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores (PT). Clara se destacou na defesa da democracia e da emancipação feminina, sendo uma figura central em diversas iniciativas sociais.
Durante o regime militar, Clara participou da Aliança Nacional Libertadora e teve seus direitos políticos cassados em 1964. Sua vida foi profundamente entrelaçada com a luta pela justiça social e equidade de gênero. A diretora-executiva da Associação Mulher pela Paz, Vera Vieira, expressou que Clara deixou uma marca indelével: “Uma vida com tamanha luminosidade fica gravada em todos que tiveram o privilégio de aprender com ela”.
Legado e Contribuições
Clara Charf foi casada com Carlos Marighella por quase 20 anos, até seu assassinato em 1969. Sua dedicação às causas femininas e aos direitos humanos a tornou uma referência para várias gerações. A associação que leva seu nome reforçou a importância de seu trabalho, afirmando que Clara foi “do tamanho dos seus 100 anos”.
O centenário de Clara, celebrado em 2025, simboliza não apenas sua vida, mas também as lutas que ela representou. Seu legado continua a inspirar ativistas e defensores dos direitos humanos no Brasil e no mundo.
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