- O governador Cláudio Castro justificou a operação policial nos complexos da Penha e do Alemão, realizada em 28 de outubro, em resposta à expansão do Comando Vermelho; a ação foi a mais letal do Brasil e deixou 121 mortos, incluindo quatro policiais.
- Castro enviou manifestação ao ministro Alexandre de Moraes e informou que, durante a reunião no Rio, afirmou o uso de ~2,5 mil policiais, armados com fuzis e pistolas, além de drones e helicópteros.
- O governo divulgou que 99 pessoas foram presas ou apreendidas, com a maioria em flagrante; Castro disse que as diretrizes da ADPF das Favelas foram seguidas, garantindo legalidade e proporcionalidade.
- A operação recebeu críticas de ONGs e da ONU; o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos disse estar horrorizado e pediu investigações rápidas.
- Castro reconheceu falhas técnicas nas câmeras corporais usadas pela polícia, informou que as falhas foram comunicadas à empresa responsável, e ONGs destacaram uso excessivo da força e violações de direitos humanos.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, justificou a operação policial nos complexos da Penha e do Alemão, realizada em 28 de outubro, em resposta à expansão do Comando Vermelho. A ação, considerada a mais letal do Brasil, resultou em 121 mortos, incluindo quatro policiais. A manifestação de Castro foi enviada ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que cobra esclarecimentos sobre as diligências.
Durante a reunião entre Castro e Moraes, o governador destacou que a operação envolveu cerca de 2,5 mil policiais, armados com fuzis e pistolas, além da utilização de drones e helicópteros. O governo informou que 99 pessoas foram presas ou apreendidas, sendo a maioria em flagrante. Castro afirmou que as diretrizes da ADPF das Favelas foram seguidas, alegando que a operação respeitou princípios de legalidade e proporcionalidade.
Críticas e Reações
A operação gerou forte reação de organizações não governamentais e da ONU. O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos expressou estar “horrorizado” e exigiu investigações rápidas sobre os eventos. Uma nota conjunta de 27 ONGs criticou a abordagem violenta, afirmando que “segurança pública não se faz com sangue”.
Além disso, o governador reconheceu falhas técnicas nas câmeras corporais utilizadas pelos policiais, que, segundo ele, deveriam ter registrado os eventos. Ele afirmou que as falhas foram comunicadas à empresa responsável pela manutenção dos equipamentos. As ONGs ressaltaram que a política de segurança no Rio de Janeiro tem sido marcada pelo uso excessivo da força e pela falta de compromisso com os direitos humanos.
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