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Advogado de Trump acusa Moraes de manobras legais

Advogado de Donald Trump acusa Moraes de realizar acrobacias legais para não ficar do lado do Comando Vermelho; STF não respondeu; ação Trump Media tramita na Flórida

O ministro Alexandre de Moraes, durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, em setembro (Foto: Antonio Lacerda/EFE)
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  • Moraes assumiu temporariamente a relatoria da ADPF 635 e houve megoperação contra o Comando Vermelho nos complexos Penha e Alemão, com 113 prisões e 121 mortes, incluindo quatro policiais.
  • O advogado de Trump, Martin De Luca, chamou Moraes de responsável por “acrobacias legais” para não “ficar do lado de uma organização terrorista”, citando que países vizinhos já designaram o CV/PCC como terroristas.
  • Moraes foi procurado pelo STF para comentar as declarações, mas não houve retorno até o momento.
  • Também houve notícia de ações legais envolvendo Trump Media contra Moraes na Justiça Federal da Flórida, relativas à plataforma de vídeos Truth Social.
  • Contexto internacional: os Estados Unidos ainda não designaram grupos brasileiros como organizações terroristas, apesar de pleito do Departamento de Estado em maio; havia pressão para a designação, que foi negada pelo governo brasileiro. De Luca sugeriu que Moraes buscava distanciar-se de investigações sobre a polícia e o governador, enquanto tentava preservar imagem pública.

O advogado Martin De Luca, que representa o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, chamando-o de responsável por “acrobacias legais” para evitar aliança com o Comando Vermelho. A declaração veio após uma reunião entre Moraes e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, sobre a recente megaoperação contra a facção criminosa, que resultou em 113 prisões e 121 mortes, incluindo quatro policiais.

Moraes assumiu temporariamente a relatoria da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADPF) 635, que trata de questões relacionadas às favelas. De Luca, em um post no X, expressou sua indignação sobre a atuação do ministro, afirmando que ele tenta manipular narrativas e evitar a associação com organizações terroristas. O advogado citou que, após a operação, países como Paraguai e Argentina já designaram o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

Contexto Internacional

Enquanto isso, os Estados Unidos ainda não designaram grupos brasileiros como organizações terroristas, apesar de já terem classificado outros grupos latino-americanos, como o Cartel de Sinaloa. Em maio, o Departamento de Estado americano havia solicitado ao Brasil que fizesse essa designação, mas o governo Lula negou o pedido. De Luca criticou a postura de Moraes, insinuando que ele estava tentando se distanciar de uma possível investigação sobre a polícia e o governador, enquanto buscava uma imagem pública favorável.

Além disso, a Trump Media e o Rumble processaram Moraes na Justiça Federal da Flórida, alegando que suas ações em relação à plataforma de vídeos seriam ilegais sob a legislação americana. O processo envolve a Truth Social, rede social criada por Trump. A assessoria do STF foi contatada para comentar sobre as declarações de De Luca, mas ainda não houve resposta.

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