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Toffoli altera voto e defende anulação de pena de ex-diretor da Petrobras

Toffoli muda voto e defende anulação de processos da Lava Jato contra Renato Duque; votação segue com prazo até 10 de novembro

Ex-diretor da Petrobras, Renato Duque depõe à CPI que investigava irregularidades na estatal, em 2015
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  • O ministro Dias Toffoli mudou o voto e passou a defender a anulação de todos os processos da Lava Jato contra Renato Duque.
  • Duque está preso desde agosto de 2024 e a defesa ajuizou agravo regimental que está sendo analisado pela 2ª Turma do STF.
  • O ministro Gilmar Mendes já votou pela revogação imediata da prisão de Duque e pela nulidade de atos de Moro e do Ministério Público Federal contra ele.
  • Toffoli complementou o voto para acompanhar o entendimento de Gilmar Mendes; o prazo para os demais ministros votarem vai até 10 de novembro.
  • Até a publicação, não haviam se pronunciado Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça; a Lava Jato teve início em 2014 e envolveu investigação de corrupção.

O ministro do STF Dias Toffoli mudou o voto e passou a defender a anulação de todos os processos da Lava Jato contra Renato Duque, ex-diretor da Petrobras. Duque está preso desde agosto de 2024.

O recurso foi apresentado após a primeira análise. A defesa sustenta que houve conluio entre o ex-juiz Sérgio Moro e integrantes do MPF para condução dos seus processos e coleta de provas contra ele.

O julgamento ocorre na 2ª Turma do STF, em sessão virtual, para decidir pela nulidade de atos praticados por Moro e pelo MPF contra Duque. Gilmar Mendes já votou pela revogação da prisão e pela anulação de atos.

Toffoli reajustou o voto para acompanhar o entendimento de Gilmar Mendes, conforme complemento publicado pelo tribunal. Até o momento, faltam os votos de Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça, com prazo até 10 de novembro.

Voto em aberto e contexto

A Lava Jato, iniciada em 2014, investigou um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo estatais, partidos e políticos. Em casos anteriores, outros alvos já tiveram processos anulados. Moro e o MPF negam irregularidades.

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