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Câmara aprova urgência para suspender resolução sobre aborto legal de menores

Câmara aprova urgência para sustar resolução do Conanda sobre aborto legal de menores vítimas de violência sexual, com votação direta no plenário

Câmara aprova urgência de projeto que suspende resolução sobre aborto legal em menores vítimas de violência
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  • A Câmara dos Deputados aprovou urgência para projeto que susta a resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), aprovada em dezembro de 2024, que orienta atendimento humanizado a meninas vítimas de violência sexual em busca de aborto legal, incluindo dispensa de consentimento parental.
  • Com a urgência, a votação pode ocorrer diretamente no plenário, sem passar pelas comissões temáticas. O relator é o deputado Luiz Gastão (PSD-CE), que coordena a Frente Parlamentar Católica e defende a suspensão da resolução.
  • A norma do Conanda foi aprovada por 15 votos a 13 e estabelece diretrizes para evitar que meninas sejam submetidas a gravidezes forçadas.
  • A resolução é vista como crucial para permitir acesso ao aborto legal sem ações judiciais ou boletim de ocorrência, em contexto de dados sobre partos entre crianças e adolescentes decorrentes de estupro.
  • Organizações como a campanha Criança Não é Mãe avaliam que a aprovação do projeto representa retrocesso; a advogada Letícia Vella afirma que derrubada pode expor meninas a riscos de violência obstétrica e morte, já que semanalmente uma garota entre 10 e 19 anos morre por complicações gestacionais.

A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira, 5 de novembro de 2025, a urgência para um projeto que visa sustar a resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). Essa norma, aprovada em dezembro de 2024, orienta o atendimento humanizado a meninas vítimas de violência sexual que buscam aborto legal, incluindo a dispensa de consentimento parental em diversos casos.

Com a aprovação da urgência, o projeto poderá ser votado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões temáticas. O relator do projeto, o deputado Luiz Gastão (PSD-CE), coordena a Frente Parlamentar Católica e defende a suspensão da resolução. A norma do Conanda foi aprovada por uma margem apertada de 15 votos a 13 e estabelece diretrizes para evitar que meninas sejam submetidas a “gravidezes forçadas”.

Implicações da Resolução

A resolução do Conanda é considerada crucial para a proteção de meninas que enfrentam a violência sexual. Ela permite que essas jovens não precisem de ações judiciais ou registros de boletim de ocorrência para ter acesso ao aborto legal. Além disso, a norma é vista como uma resposta a dados alarmantes sobre partos entre crianças e adolescentes decorrentes de estupro.

Organizações como a campanha Criança Não é Mãe alertam que a aprovação do projeto representa um retrocesso significativo na proteção da infância no Brasil. Letícia Vella, advogada da campanha, destacou que a derrubada da resolução pode expor meninas a riscos de violência obstétrica e morte, uma vez que, semanalmente, uma menina entre 10 e 19 anos morre no país devido a complicações relacionadas à gestação.

A discussão em torno do projeto reflete a polarização sobre os direitos reprodutivos e a proteção de menores no Brasil, com implicações diretas para a saúde e segurança de milhares de meninas.

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