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Gilmar Mendes critica proposta de classificar facções como terroristas

Gilmar Mendes afirma que facções não devem ser equiparadas a grupos terroristas e critica a politização do combate ao crime; Moraes é elogiado pela atuação no Rio e no ADPF das Favelas

Gilmar Mendes, ministro decano do Supremo Tribunal Federal. (Foto: Luiz Silveira/STF)
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  • O ministro Gilmar Mendes criticou a politização do combate à criminalidade e afirmou que o Judiciário já atua. Ele fez as declarações no 1º Fórum de Buenos Aires, na quarta-feira (5), destacando que autoridades de segurança devem refletir sobre atrasos na execução de mandados.
  • Foi citada a proposta de equiparar facções a grupos terroristas, com pena maior, em meio a debates após a Operação Contenção no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes, incluindo quatro policiais, e na apreensão de mais de 100 fuzis.
  • Mendes elogiou Alexandre de Moraes pela atuação em audiências relacionadas ao ADPF das Favelas, com Moraes mantendo conversas com autoridades do Rio e defensores dos direitos humanos sobre os abusos ocorridos durante a operação.
  • A possível mudança legislativa poderia aumentar significativamente as penas: a Lei das Organizações Criminosas prevê de três a oito anos, a Lei Antiterrorismo estabelece de cinco a oito anos pela participação, podendo chegar a 30 anos em atos de terrorismo; o tema ganhou força após a Operação Contenção.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, criticou a proposta que visa equiparar facções criminosas a grupos terroristas, durante o 1º Fórum de Buenos Aires, realizado na quarta-feira (5). Mendes afirmou que o Judiciário já desempenha seu papel no combate à criminalidade e que a politização do tema é excessiva. Ele destacou que as autoridades de segurança devem refletir sobre os atrasos na execução de mandados.

A proposta de equiparar facções a organizações terroristas surge em um contexto de crescente violência, especialmente após a Operação Contenção no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes, incluindo quatro policiais, e mais de 100 fuzis apreendidos. A operação gerou críticas sobre o uso da força e levantou discussões sobre a necessidade de endurecimento das leis penais.

Críticas e Elogios

Mendes elogiou seu colega de Corte, Alexandre de Moraes, por sua atuação em audiências relacionadas à Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 635 (ADPF das Favelas). Moraes conversou com autoridades do Rio e com defensores dos direitos humanos sobre os abusos cometidos durante a operação. Para Mendes, a atuação de Moraes é um passo importante na busca por soluções para a complexa questão da segurança pública.

A proposta de equiparação de facções a grupos terroristas poderia aumentar significativamente as penas. Atualmente, a Lei das Organizações Criminosas prevê penas de três a oito anos, enquanto a Lei Antiterrorismo estabelece punições de cinco a oito anos apenas pela participação, podendo chegar a 30 anos para atos de terrorismo. A discussão sobre essa mudança legislativa foi reacendida pela repercussão da Operação Contenção e suas consequências.

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