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Oposição usa comissão parlamentar de inquérito para mostrar que governos de direita são mais seguros

A CPI do Crime Organizado, instalada no Senado, terá 120 dias, com relatoria de Alessandro Vieira e convites a governadores e secretários de Segurança

Senado Flávio Bolsonaro, da oposição, e o senador Fabiano Contarato, eleito presidente da CPI do Crime Organizado (Foto: Andressa Anholete/Agência Senad)
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  • A CPI do Crime Organizado foi instalada no Senado na terça-feira, 4 de novembro, com a presidência do senador Fabiano Contarato (PT-ES) e a base governista assegurando o comando; a oposição planeja usar o colegiado para criticar a gestão da segurança pública.
  • O prazo de funcionamento é cento e vinte dias, com a relatoria de Alessandro Vieira ( MDB- SE); foram aprovados convites para governadores e secretários de Segurança Pública de estados considerados mais seguros, como Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
  • A oposição pretende explorar a atuação do governo e críticas a ações de segurança, buscando demonstrar que gestões de direita são mais eficazes no combate ao crime; o senador Márcio Bittar (PL-AC) destacou a gravidade da situação e afirmou que cinquenta milhões de brasileiros estão sob domínio de facções criminosas.
  • O presidente da CPI, Fabiano Contarato, afirmou que atuará de forma independente e que a segurança pública não deve ficar apenas na pauta da direita; ele citou apoio a projetos como a Lei 14.843, que restringe saídas temporárias de presos.
  • Houve tensão política na instalação, com Eduardo Girão (Novo-CE) cobrando a maneira como Contarato foi eleito; a oposição afirmou que a falta de apoio do PT para a criação da CPI demonstra indisposição do governo com a segurança. Além disso, a oposição citou declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Operação Contenção, que resultou em cento e vinte e uma mortes no Rio de Janeiro, e mencionou uma pesquisa que aponta quarenta e quatro por cento de aprovação entre moradores locais.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado foi instalada no Senado nesta terça-feira, 4 de novembro, com a presidência do senador Fabiano Contarato (PT-ES). A base governista garantiu o comando da CPI, enquanto a oposição, liderada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS), planeja usar o colegiado para criticar a gestão da segurança pública.

Com um prazo de 120 dias para funcionamento, a CPI terá a relatoria de Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do pedido de criação do colegiado. Durante a instalação, foram aprovados convites para que governadores e secretários de Segurança Pública de estados considerados mais seguros, como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, compareçam. A oposição pretende demonstrar que as gestões de direita são mais eficazes no combate ao crime.

Estratégia da Oposição

Os senadores da oposição buscam explorar a atuação do governo e destacar os altos índices de violência em estados governados por partidos de esquerda, como Bahia e Ceará. O senador Márcio Bittar (PL-AC) enfatizou a gravidade da situação, afirmando que a CPI será fundamental para expor a crise de segurança. Ele destacou que 50 milhões de brasileiros estão sob o domínio de facções criminosas.

Contrapondo a estratégia da oposição, o presidente da CPI, Fabiano Contarato, afirmou que atuará de forma independente, ressaltando que a segurança pública não deve ser uma pauta exclusiva da direita. Contarato mencionou seu apoio a projetos que enfrentaram resistência, como a Lei 14.843, que restringe saídas temporárias de presos.

Tensão Política

A instalação da CPI não ocorreu sem controvérsias. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) expressou sua insatisfação com a manobra que resultou na eleição de Contarato. A oposição argumentou que a falta de apoio do PT para a criação da CPI revela a falta de compromisso do governo com a segurança.

Além disso, a oposição pretende utilizar declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para criticar as políticas de segurança. Lula se posicionou contra a Operação Contenção, que resultou em 121 mortes no Rio de Janeiro, afirmando que houve uma “matança” e não apenas uma ação policial. Essa declaração, somada a uma pesquisa que mostra a aprovação da ação policial por 64% dos moradores do Rio, pode ser um ponto de exploração pela oposição.

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