- A CPI do Crime Organizado do Senado foi instalada recentemente e já acumula mais de 80 requerimentos para ouvir autoridades nacionais e internacionais, com reunião marcada para a terceira semana de novembro, em função da COP30 em Belém (PA).
- Um dos pedidos mais destacados é ouvir Nayib Bukele, presidente de El Salvador, cuja política de segurança envolve detenções em massa sem mandado judicial.
- O senador Magno Malta afirma que a experiência de Bukele é relevante para entender redução da criminalidade a nível internacional, mas ressalta críticas de organizações de direitos humanos.
- A CPI planeja levar membros a El Salvador para conhecer o Centro de Confinamento do Terrorismo e a megaprisão associada ao modelo de segurança.
- O senador Marcos do Val apresentou convites para investigados do Primeiro Comando da Capital, como Alejandro Herbas Camacho Júnior e Júlio César Guedes de Moraes; o relator Alessandro Vieira se opõe a ouvir líderes de organizações criminosas sem colaboração premiada, e já foram aprovados 38 convites.
A CPI do Crime Organizado do Senado foi instalada recentemente e já acumula mais de 80 requerimentos para ouvir autoridades nacionais e internacionais. O grupo se reunirá na terceira semana de novembro, devido à participação de alguns integrantes na COP30, em Belém (PA). Um dos pedidos mais destacados é para ouvir o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, conhecido por sua política de segurança rigorosa.
O senador Magno Malta (PL-ES) justifica a proposta, afirmando que a experiência de Bukele representa um dos casos mais notáveis de redução da criminalidade a nível internacional. Desde que assumiu a presidência em 2019, Bukele implementou detenções em massa sem mandado judicial, utilizando as Forças Armadas e cercando bairros inteiros. Essa abordagem tem gerado tanto apoio quanto críticas, especialmente de organizações de direitos humanos.
Visita a El Salvador
Malta também sugeriu que membros da CPI visitem El Salvador para conhecer o Centro de Confinamento do Terrorismo e a megaprisão associada ao modelo de segurança de Bukele. O senador acredita que os resultados do país em termos de pacificação social despertam um interesse legítimo do Parlamento brasileiro.
Além das audiências com Bukele, a CPI pretende convocar investigados do Primeiro Comando da Capital (PCC), como Alejandro Herbas Camacho Júnior e Júlio César Guedes de Moraes. Esses convites foram apresentados pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES). O relator da CPI, Alessandro Vieira (MDB-SE), expressou sua oposição a ouvir líderes de organizações criminosas, a menos que seja em colaborações premiadas.
Até o momento, já foram aprovados 38 convites para ouvir diversas autoridades, incluindo ministros e diretores de órgãos de segurança. A CPI busca aprofundar a investigação sobre o crime organizado, reunindo informações de diferentes frentes para entender melhor o cenário atual.
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