- Milhares de trabalhadores marcharam em Lisboa nesta sexta-feira, 8 de novembro, contra o pacote laboral proposto pelo governo de Luís Montenegro, organizado pela CGTP, com concentrações em diferentes pontos da cidade.
- A passeata uniu trabalhadores do setor público e privado na Avenida da Liberdade, com palavras de ordem como “o pacote é para cair”.
- Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, disse que o pacote representa “um dos maiores ataques já feitos aos trabalhadores”, ampliando a precariedade e facilitando despedimentos.
- Durante o evento, Oliveira anunciou a greve geral marcada para 11 de dezembro, com apoio de várias estruturas sindicais.
- Líderes de esquerda, incluindo o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português, participaram do protesto, criticando o governo por suposto alinhamento com grandes grupos econômicos; o pacote “Trabalho XXI” revisa mais de cem artigos do Código do Trabalho, incluindo licenças parentais e trabalho flexível.
Milhares de trabalhadores marcharam em Lisboa nesta sexta-feira, 8 de novembro, em protesto contra o pacote laboral proposto pelo Governo de Luís Montenegro. Organizada pela CGTP, a manifestação teve início com pré-concentrações em diferentes pontos da cidade, unindo trabalhadores do setor público e privado na Avenida da Liberdade.
Os manifestantes, que entoaram palavras de ordem como “o pacote é para cair”, expressaram suas preocupações sobre as mudanças na legislação do trabalho. Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, destacou que o pacote representa “um dos maiores ataques já feitos aos trabalhadores”, com propostas que aumentam a precariedade e facilitam os despedimentos.
Greve Geral Anunciada
Durante o evento, Oliveira anunciou uma greve geral marcada para 11 de dezembro, afirmando que várias estruturas sindicais já se posicionaram a favor da paralisação. Os participantes mostraram apoio à greve, clamando por direitos trabalhistas e melhores condições de vida, em meio ao aumento do custo de vida.
O pacote laboral, conhecido como “Trabalho XXI”, está em debate e propõe revisões em mais de cem artigos do Código de Trabalho. As alterações abrangem questões como licenças parentais e trabalho flexível, mas geram preocupações sobre a redução de direitos trabalhistas. Líderes de partidos de esquerda, como o BE e o PCP, também participaram do protesto, criticando o governo por estar alinhado aos interesses de grandes grupos econômicos.
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