- A crise política na Coreia do Sul se intensificou com nova acusação contra o ex-presidente Yoon Suk-yeol, envolvendo abusos de poder e o suposto benefício a um Estado inimigo, ligado ao envio de drones à Coreia do Norte em 2024 para inflamar tensões.
- A Fiscalia Especial, chefiada pelo promotor Cho Eun-suk, alega que Yoon e outros conspiraram para criar cenário propício à declaração de estado de exceção; a porta-voz Park Ji-young afirmou que a intenção era provocar conflito militar para justificar a lei marcial, com base em memorando de outubro de 2024.
- Acusados também são três oficiais militares de alto escalão: o ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun, o ex-chefe do comando de contrainteligência Yeo In-hyun, e Kim Yong-dae, responsável pelo comando de operações com drones; todos são apontados por colaboração com o inimigo, abuso de poder e, no caso de Kim Yong-dae, obstrução de funções oficiais.
- As Forças Armadas manteram-se em silêncio sobre as acusações; o Ministério da Defesa informou que não comentará o processo enquanto tramita na Justiça; as acusações incluem envio de drones para distribuir panfletos contra o governo de Kim Jong-un.
- Yoon, 64 anos, já foi formalmente acusado de liderar uma insurreição e permanece em prisão preventiva; se considerado culpado, pode enfrentar pena severa, incluindo prisão perpétua, embora a pena de morte esteja moratória desde 1997; a Fiscalia Especial possui poderes extraordinários para as investigações.
A crise política na Coreia do Sul se intensificou com a nova acusação contra o ex-presidente Yoon Suk-yeol, que enfrenta novos crimes de abuso de poder e de “beneficiar um Estado inimigo”. As acusações surgem após o envio de drones à Coreia do Norte em 2024, com o intuito de aumentar as tensões entre os dois países. O caso ganhou destaque após a destituição de Yoon em abril e a imposição de lei marcial em dezembro de 2024.
A Fiscalia Especial, liderada pelo promotor Cho Eun-suk, alega que Yoon e outros conspiraram para criar um cenário propício à declaração de estado de exceção. Em coletiva, a porta-voz da fiscalia, Park Ji-young, afirmou que a intenção era provocar um conflito militar que justificasse a imposição da lei marcial. A acusação se baseia em um memorando de outubro de 2024, que orientava a criação de instabilidade para respaldar essa decisão.
Acusações contra Militares
Além de Yoon, três altos oficiais militares também foram indiciados. O ex-ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, e o ex-chefe do comando de contrainteligência, Yeo In-hyun, enfrentam acusações de colaboração com o inimigo e abuso de poder. Já Kim Yong-dae, responsável pelo comando de operações com drones, é acusado de obstrução de funções oficiais.
As Forças Armadas sul-coreanas se mantiveram em silêncio sobre as alegações, que incluem o envio de drones para lançar panfletos contra o governo de Kim Jong-un. O Ministério da Defesa informou que não comentará enquanto o processo judicial estiver em andamento.
Yoon, de 64 anos, já foi formalmente acusado de liderar uma insurreição e permanece em prisão preventiva. Caso seja considerado culpado, ele pode enfrentar penas severas, incluindo a possibilidade de prisão perpétua, embora a pena de morte esteja em moratória desde 1997. A Fiscalia Especial possui poderes extraordinários para conduzir investigações, o que torna o desdobramento do caso ainda mais relevante para a política sul-coreana.
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