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Defesa afirma que reunião de crianças pretas foi apenas confraternização

Defesa afirma que reunião de militares das Forças Especiais, em 28 de novembro de 2022, foi confraternização, não planejamento de golpe, segundo depoimentos

Kids pretos em treinamento. (Foto: 1º Sargeto Sionir/Exército)
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  • O Supremo Tribunal Federal (STF) investiga a reunião de militares das Forças Especiais, conhecida como “kids pretos”, realizada em 28 de novembro de 2022, que pode ter relação com um golpe de Estado.
  • A defesa afirma que o evento foi apenas uma confraternização, ocorrida em um salão de festas no condomínio do coronel Mário Nunes de Resende Júnior, com fácil acesso e vidraças transparentes, reforçando o caráter social.
  • O tenente-coronel Mauro Cid teria reiterado que se tratou de reunião social, e outros presentes apoiam essa versão.
  • Participantes do encontro, como o coronel Bernardo Romão Correa Neto, também afirmam que não houve planejamento de golpe, descrevendo o episódio como encontro de amigos entre as Forças Especiais.
  • O caso integra ações penais sobre tentativas de golpe no Brasil; o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão em um núcleo da investigação, e o julgamento, com leitura de votos pelo STF, segue em andamento.

O caso da reunião dos militares das Forças Especiais, conhecida como “kids pretos”, está no centro de uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF). A acusação sugere que o encontro, realizado em 28 de novembro de 2022, foi parte de um planejamento para um golpe de Estado. A defesa, por outro lado, alega que se tratou de uma confraternização.

O advogado Marcelo César Cordeiro, que representa o coronel Fabrício Moreira de Bastos, sustentou que a reunião ocorreu em um salão de festas no condomínio do coronel Mário Nunes de Resende Júnior. Ele enfatizou que o local era acessível e tinha vidraças transparentes, o que, segundo ele, reforça a ideia de um encontro social e não conspiratório. Além disso, Cordeiro citou o tenente-coronel Mauro Cid, que teria afirmado repetidamente que o evento foi apenas uma confraternização.

Testemunhos e Defesas

Outros participantes do encontro também corroboram a versão de que não houve qualquer planejamento de golpe. O coronel Bernardo Romão Correa Neto declarou que o que ocorreu foi um simples encontro de amigos, comum entre as Forças Especiais. Ele destacou que esses encontros acontecem espontaneamente quando diversos membros se reúnem.

Esse caso é parte de um conjunto de ações penais que apuram tentativas de golpe no Brasil. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão em um dos núcleos da investigação. O julgamento atual, que inclui a leitura dos votos pelos ministros do STF, continua a atrair atenção pública e política, dado seu potencial impacto sobre as instituições democráticas do país.

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