- Durante a leitura da acusação, o procurador-geral Paulo Gonet disse que o Núcleo 3 das forças especiais tentou coagir Jair Bolsonaro a assinar um decreto de estado de exceção, em reunião no condomínio do coronel Márcio Nunes de Resende Júnior.
- Gonet mostrou mensagens entre militares que indicam que o grupo buscava convencer Bolsonaro a apoiar um plano de golpe, com militares de alta patente que ainda não teriam aderido.
- As mensagens também apontaram a intenção de influenciar outras pessoas das Forças Armadas, sugerindo esforço coordenado para mobilizar apoio ao plano.
- O Núcleo 3 é acusado de ações para desestabilizar o governo; entre os réus, o policial Wladimir teriam se infiltrado na segurança de Lula para tentar matá-lo, e Hélio Ferreira Lima é acusado de planejar assassinato do ministro Alexandre de Moraes.
- O julgamento continua; após a fala de Gonet, os advogados farão sustentações orais e a próxima fase será a votação, com possibilidade de condenação e definição de penas.
Durante a leitura da acusação contra o Núcleo 3 das forças especiais do Exército, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, revelou que o grupo conhecido como “kids pretos” tentou coagir o ex-presidente Jair Bolsonaro a assinar um decreto de estado de exceção. O evento ocorreu em uma reunião no condomínio do coronel Márcio Nunes de Resende Júnior.
Gonet apresentou mensagens trocadas entre os militares, que indicam que o grupo buscava convencer Bolsonaro a apoiar um plano que visava a implementação de um golpe de Estado no Brasil. Além disso, ele mencionou que havia militares de alta patente que ainda não haviam se alinhado a essa estratégia.
O procurador também destacou que as mensagens revelavam a intenção dos “kids pretos” de influenciar não apenas Bolsonaro, mas também outros membros das Forças Armadas. A acusação sugere que havia um esforço coordenado para mobilizar apoio militar em torno do plano.
Contexto das Acusações
O Núcleo 3 é acusado de envolvimento em uma série de ações que visavam a desestabilização do governo. Entre os réus, destaca-se o policial Wladimir, que teria se infiltrado na segurança do então candidato Lula com a intenção de matá-lo. Outro réu, Hélio Ferreira Lima, é acusado de elaborar um plano para assassinar o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
O julgamento prossegue, com Gonet apresentando sua acusação. Após sua fala, os advogados terão a oportunidade de fazer suas sustentações orais. A fase seguinte será a votação dos réus, que poderá resultar em condenações e definição de penas.
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