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Políticas de saúde para povos indígenas são debatidas em congresso de medicina

Secretaria de Saúde Indígena apresenta avanços no congresso de medicina tropical, com atualização da PNASPI, incorporação de medicinas indígenas e ações do CRESI

Foto: Zeca Bezerra/MS
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  • A Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde participou do maior congresso de medicina tropical da América Latina, em dez de novembro de 2025, com foco na saúde dos povos indígenas.
  • O secretário Weibe Tapeba destacou a gestão “por indígenas e para indígenas”, a atualização da PNASPI com a incorporação de medicinas indígenas e ações regionais, monitoramento e cooperação com redes de ensino e pesquisa.
  • Na apresentação, Tapeba mencionou a criação do Comitê de Respostas a Eventos Extremos na Saúde Indígena (CRESI) e o primeiro Seminário Nacional de Saúde Indígena e Mudanças Climáticas, ressaltando que mudanças climáticas afetam as comunidades de formas diferentes.
  • A atualização da PNASPI incluiu as medicinas indígenas, reconhecendo saberes ancestrais como parte dos tratamentos de saúde física, mental e espiritual, com atuação integrada ao território e à comunidade.
  • O congresso discutiu a atuação da secretaria nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) e manteve a linha de gestão “por indígenas e para indígenas”, com participação de profissionais de saúde, lideranças indígenas e instituições parceiras em seminários regionais.

A Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde participou do maior congresso de medicina tropical da América Latina, realizado em 10 de novembro de 2025. O evento teve como foco a saúde dos povos indígenas, apresentando medidas preventivas em resposta às mudanças climáticas. O secretário Weibe Tapeba destacou a importância de políticas públicas adaptadas às especificidades dessas populações.

Durante sua apresentação, Tapeba mencionou a criação do Comitê de Respostas a Eventos Extremos na Saúde Indígena (CRESI) e a realização do primeiro Seminário Nacional de Saúde Indígena e Mudanças Climáticas. O secretário ressaltou que as mudanças climáticas afetam desigualmente as comunidades, dependendo de fatores como localização e acesso à saúde. “Temos promovido monitoramento e ações emergenciais em resposta a enchentes e secas”, afirmou.

Atualização da PNASPI

Uma das principais novidades apresentadas foi a atualização da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI), que agora incorpora as chamadas “medicinas indígenas”. Essa abordagem reconhece os saberes ancestrais como parte integral dos tratamentos de saúde física, mental e espiritual. O secretário enfatizou que a saúde deve ser vista de forma indissociável ao território e à comunidade.

O congresso também foi uma oportunidade para discutir a atuação da secretaria nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Tapeba reafirmou que a gestão é feita “por indígenas e para indígenas”, o que tem trazido avanços significativos na saúde dessas populações. A participação de profissionais de saúde, lideranças indígenas e instituições parceiras foi essencial para o sucesso dos seminários regionais realizados em todas as regiões do Brasil.

As iniciativas têm como objetivo promover um diálogo respeitoso e necessário entre o Ministério da Saúde e os povos indígenas, refletindo a diversidade cultural e as necessidades específicas de cada comunidade.

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