- O tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo é réu em processo no qual celular apreendido foi utilizado como prova sem laudo pericial; sustentação oral ocorreu na quarta-feira, 12 de novembro.
- O advogado da defesa, Jeffrey Chiquini, afirmou que não houve perícia nem laudo de extração do aparelho, questionando a validade da prova sem esse documento.
- Chiquini disse que a defesa tem obtido informações por meio de amigos e parentes, o que contrasta com o procedimento usual, em que laudos periciais acompanham dispositivos apreendidos em casos de tráfico de drogas.
- A defesa aponta que evidências de mensagens no WhatsApp poderiam inocentar Azevedo caso o laudo fosse anexado aos autos, destacando a incerteza sobre o conteúdo do celular.
- Azevedo integra núcleo que investiga militares das Forças Especiais, conhecidos como “kids pretos”, acusados de suposta organização criminosa ligada a tentativa de golpe de Estado entre fim de 2022 e janeiro de 2023; a ausência do laudo levanta questões sobre a coleta e apresentação de provas.
O tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo enfrenta um processo judicial em que um celular apreendido foi utilizado como prova, mas sem laudo pericial. O advogado Jeffrey Chiquini, responsável pela defesa, destacou essa ausência durante a sustentação oral realizada na quarta-feira, 12 de novembro. A falta de um laudo de extração do aparelho é um ponto central na argumentação, levantando dúvidas sobre a validade da prova apresentada.
Chiquini questionou como a acusação pode se basear em evidências sem um laudo que comprove a integridade dos dados. Ele mencionou que a defesa está obtendo informações por meio de amigos e parentes, o que contrasta com o procedimento habitual em casos semelhantes, onde laudos periciais são fundamentais. O advogado ressaltou que, em situações normais, um celular apreendido em casos de tráfico de drogas é sempre acompanhado de um laudo de extração.
Possíveis Evidências
Durante a defesa, Chiquini também apontou que evidências de mensagens no WhatsApp poderiam inocentar Azevedo, caso o laudo fosse anexado ao processo. Ele enfatizou a incerteza sobre o que poderia ser encontrado no celular, questionando a lógica da acusação e a condução do processo. Para ele, a ausência do laudo representa uma falha grave, especialmente em um caso com tantas implicações.
Azevedo é réu em um dos núcleos que investiga militares das Forças Especiais, conhecidos como “kids pretos”, acusados de envolvimento em uma organização criminosa que teria tentado articular um golpe de Estado entre o final de 2022 e janeiro de 2023. A situação do tenente-coronel levanta preocupações sobre a coleta e apresentação de provas em processos judiciais, especialmente em casos de grande repercussão.
Entre na conversa da comunidade