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Gonet defende emendas ao Pix antes da sabatina no Senado

PGR Paulo Gonet envia manifestação pela constitucionalidade das emendas PIX ao STF, dois dias antes da sabatina no Senado, destacando conta por emenda, fiscalização do TCU e teto de despesas nas ADIs 7.688, 7.695 e 7.697

Paulo Gustavo Gonet Branco, Procurador-Geral da República. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se a favor da constitucionalidade das emendas PIX ao Supremo Tribunal Federal, enviada na segunda-feira, 10 de novembro, duas dias antes da sabatina no Senado, integrada às Ações Diretas de Inconstitucionalidade 7.688, 7.695 e 7.697.
  • Gonet sustenta que o modelo atual é compatível com a Constituição desde que atenda às medidas de fiscalização implementadas após decisões do STF.
  • Entre as medidas destacadas estão a exigência de uma conta específica para cada emenda, a fiscalização do Tribunal de Contas da União e um teto para o crescimento das despesas com emendas parlamentares.
  • As ações diretas foram ajuizadas pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), pelo Ministério Público Federal e pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que questionam a transparência das transferências conhecidas como emendas PIX.
  • O contexto envolve decisões judiciais que suspenderam e, posteriormente, autorizaram parcialmente a execução das emendas; o ministro Flávio Dino, relator, ressaltou que o orçamento impositivo não deve se tornar orçamento arbitrário.

O Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, manifestou-se a favor da constitucionalidade das chamadas “emendas PIX” ao Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação foi enviada na segunda-feira, 10 de novembro, dois dias antes da sabatina no Senado. O parecer integra as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7.688, 7.695 e 7.697, que questionam a transparência e o controle das emendas parlamentares impositivas.

As ADIs foram ajuizadas pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), pelo Ministério Público Federal e pelo PSOL. As entidades reclamam da falta de clareza em relação às transferências especiais, conhecidas como “emendas PIX”. Gonet defende que o modelo atual é compatível com a Constituição, desde que atenda às medidas de fiscalização implementadas após decisões do STF.

Medidas de Fiscalização

Entre as medidas mencionadas por Gonet, destacam-se a exigência de uma conta específica para cada emenda e a fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU). Além disso, foi estabelecido um teto para o crescimento das despesas com emendas parlamentares. O procurador enfatizou que as mudanças são um avanço necessário para garantir a rastreabilidade dos recursos.

A manifestação ocorre em um contexto de decisões judiciais que suspenderam e, posteriormente, autorizaram parcialmente a execução das emendas. O ministro Flávio Dino, relator das ADIs, ressaltou que o “Orçamento Impositivo” não deve se tornar um “Orçamento Arbitrário”, reiterando a importância da legalidade e transparência na execução orçamentária.

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