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Governo celebra recuo de Derrite no projeto antifacção; PL rejeita nova versão

Governo celebra recuo de Guilherme Derrite no parecer do Antifacção; Polícia Federal mantém investigações contra o crime organizado e não equipara terrorismo; plenário vota nesta quarta

O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP). Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
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  • Membros do governo comemoraram, em 11 de novembro, o recuo do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) em parecer sobre o projeto Antifacção, mantendo a PF atuando em investigações e retirando a equiparação com terrorismo.
  • A nova versão preserva a atuação da Polícia Federal em investigações e retira a equiparação de condutas de facções criminosas a grupos terroristas; o Ministério da Justiça fará uma análise mais detalhada do projeto.
  • Gleisi Hoffmann, ministra da Secretaria de Relações Institucionais, destacou o recuo, mas afirmou que o Ministério da Justiça fará avaliação adicional.
  • Lindbergh Farias (RJ), líder do PT na Câmara, disse que as mudanças são vitória da mobilização social e do debate democrático, mas criticou itens como o conceito de crime de domínio social estruturado e a retirada de poderes da União sobre bens apreendidos; afirmou que a proposta precisa ser aprimorada para combater o crime organizado.
  • O Partido Liberal rejeitou a nova versão, mantendo a ideia de equiparar o crime organizado a terrorismo; Sostenes Cavalcante (RJ) disse que o governo não tem autoridade para tratar de segurança pública e não abrirá mão de classificar criminosos como terroristas; o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), espera votação no plenário já nesta quarta-feira.

Membros do governo federal comemoraram, nesta terça-feira, 11 de novembro, o recuo do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) em seu parecer sobre o projeto de lei Antifacção. A nova versão do texto preserva a atuação da Polícia Federal (PF) em investigações e retira a equiparação de condutas de facções criminosas a grupos terroristas. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, destacou a importância desse recuo, mas afirmou que o Ministério da Justiça fará uma análise mais detalhada do projeto.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), considerou as mudanças uma vitória da mobilização social e do debate democrático. No entanto, ele criticou aspectos do projeto, como o conceito de crime de domínio social estruturado e a retirada de poderes da União sobre bens apreendidos. A proposta ainda precisa ser aprimorada para realmente combater o crime organizado, enfatizou Farias.

Rejeição do PL

Apesar das mudanças promovidas por Derrite, o PL rejeitou a nova versão e mantém a intenção de equiparar o crime organizado ao terrorismo. O líder do partido, Sostenes Cavalcante (RJ), afirmou que o governo não tem autoridade para tratar de segurança pública e que não abrirá mão de classificar os criminosos como terroristas. Para ele, o crime de terrorismo exige uma cooperação internacional que o Brasil ainda não possui.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou a expectativa de que a votação ocorra no plenário já nesta quarta-feira, 12 de novembro. Motta reiterou que o papel da Polícia Federal no combate ao crime organizado é inegociável e que não se permitirá aprovar projetos que afetem a soberania nacional. A segurança pública, segundo ele, é uma questão urgente e deve atender ao sentimento da população.

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