- Letícia Sallorenzo protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para investigar os jornalistas Eli Vieira e David Ágape por reportagens da série Vaza Toga; o protocolo ocorreu em 21 de outubro.
- O objetivo é apurar reportagens que expuseram detalhes do gabinete de Alexandre de Moraes e de sua relação com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no combate à desinformação.
- O pedido foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) em 30 de outubro para avaliar se há elementos para abrir investigação formal ou arquivar; as acusações citadas incluem calúnia e organização criminosa.
- A série Vaza Toga traz reportagens sobre supostas investigações promovidas por ex-auxiliares de Moraes contra opositores; os jornalistas dizem ser alvo de assédio judicial e de criminalização da imprensa.
- A PGR vai analisar os elementos para decidir sobre a continuidade de eventual apuração ou arquivamento, com a argumentação de que as investigações devem ocorrer dentro dos inquéritos sobre fake news e milícias digitais sob responsabilidade de Moraes.
A jornalista e pesquisadora Letícia Sallorenzo protocolou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar os jornalistas Eli Vieira e David Ágape. O pedido, registrado em 21 de outubro, visa apurar reportagens da série “Vaza Toga”, que expuseram detalhes do gabinete de Moraes e sua colaboração com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no combate à desinformação.
Sallorenzo argumenta que as reportagens fomentam hostilidades contra sua pessoa e questionam sua atuação. O pedido foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) em 30 de outubro para avaliação sobre a possibilidade de uma investigação formal ou arquivamento. As alegações de crimes graves, como calúnia e organização criminosa, estão na lista apresentada pela pesquisadora.
Contexto da Série “Vaza Toga”
A série “Vaza Toga” é composta por reportagens investigativas que revelaram como ex-auxiliares de Moraes conduziam investigações contra opositores. Os jornalistas Eli Vieira e David Ágape se defendem, afirmando que são alvos de assédio judicial e tentativas de criminalização da imprensa. Eles sustentam que suas publicações são apenas o exercício da atividade jornalística, sem incitação à violência.
Os jornalistas criticam a escolha de Moraes para lidar com o caso, defendendo que a questão deveria ser tratada pela Justiça comum. A pesquisa de Sallorenzo busca que a apuração ocorra dentro dos inquéritos sobre fake news e milícias digitais, que estão sob a responsabilidade de Moraes, alegando que os ataques têm como objetivo desmoralizar o STF e o TSE. A PGR agora avaliará os elementos apresentados para tomar uma decisão sobre o pedido.
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