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Maioria dos brasileiros apoia proposta que classifica facções como terroristas

Quaest aponta: 73% apoiam classificar organizações criminosas como terroristas; 20% discordam, 7% não opinam. Proposta retirada do PL Antifacção

Quaest: maioria dos brasileiros concorda com proposta que classifica facções como terroristas
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  • Quaest aponta 73% dos brasileiros apoiam a classificação de organizações criminosas como terroristas, 20% são contrários e 7% não opinaram; a pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre seis e nove de novembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
  • O tema ganhou destaque após operações no Rio de Janeiro que resultaram em mais de cem mortes, mas perdeu força no Congresso.
  • O relator do PL Antifacção, Guilherme Derrite (PP-SP), retirou a proposta para evitar brechas legais e preservar a segurança jurídica.
  • A retirada foi explicada como forma de impedir conflitos interpretativos entre órgãos de persecução penal, não prejudicando a cooperação entre instituições.
  • Além da classificação, a Quaest aponta aprovação do endurecimento de penas para faccionados e rejeição à liberação irrestrita de armas de fogo.

A nova pesquisa da Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 12 de novembro, revela que 73% dos brasileiros apoiam a proposta de classificar organizações criminosas como terroristas. Apenas 20% dos entrevistados se opõem à ideia, enquanto 7% não expressaram opinião sobre o assunto. A pesquisa foi realizada com 2.004 eleitores entre os dias 6 e 9 de novembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.

O tema ganhou destaque após operações policiais no Rio de Janeiro, que resultaram em mais de 100 mortes, mas perdeu força no Congresso. O relator do PL Antifacção, Guilherme Derrite (PP-SP), retirou a proposta, citando a necessidade de preservar a segurança jurídica e evitar brechas na legislação. Derrite argumentou que essa decisão é fundamental para evitar conflitos interpretativos entre órgãos de persecução penal.

Repercussões no Congresso

A proposta, que era uma das principais bandeiras do bolsonarismo, foi esvaziada devido a preocupações sobre possíveis abusos de direitos humanos e interferências estrangeiras. O relator destacou que a retirada da proposta não prejudica a cooperação entre as instituições, mas visa garantir um enfrentamento mais racional ao crime organizado.

Além da proposta de classificação de facções como terroristas, a pesquisa da Quaest também avaliou a percepção dos brasileiros sobre outras medidas de segurança pública. Entre os temas monitorados, o endurecimento das penas para faccionados obteve aprovação, enquanto a liberação irrestrita de armas de fogo foi amplamente rejeitada.

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