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Ministério da Saúde discute saneamento e ameaças à saúde dos povos originários

Saúde indígena amplia água potável na COP, com investimento de R$ 222 milhões beneficiando 142 mil indígenas e 522 obras, via PNSI/RNSI e PRONAMI para 2026

Foto: João Risi/MS
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  • A Secretaria de Saúde Indígena apresentou, na 30ª Cúpula do Clima das Nações Unidas em Belém, uma agenda voltada ao saneamento e à saúde com foco em água potável para os territórios indígenas, para ampliar a prevenção de doenças. O secretário da SESAI, Weibe Tapeba, destacou a água potável como essencial à saúde das comunidades.
  • As discussões trataram dos impactos do garimpo ilegal e do agronegócio nas aldeias, incluindo contaminação por agrotóxicos, e defenderam o fortalecimento do Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI) e da Rede Nacional de Saneamento Indígena (RNSI).
  • A SESAI reforçou parcerias com UNICEF e Hospital Albert Einstein para ampliar ações de saneamento e construção de soluções, com resultados como filtros de nanotecnologia e redes de abastecimento em dezenas de aldeias.
  • Entre 2023 e 2025, o Brasil investiu mais de R$ 222 milhões em obras na Amazônia, beneficiando mais de 142 mil indígenas; foram concluídas 522 obras e distribuídos mais de 8.300 filtros, atendendo a quarenta e três mil e cento e cinquenta e três aldeias? (corrigir: 4.153 aldeias) 4.153 aldeias com água potável.
  • Também está prevista a criação do Programa Nacional das Medicinas Indígenas (PRONAMI) para 2026, com foco no fortalecimento das medicinas tradicionais e na soberania sanitária dos povos.

A Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) apresentou uma agenda focada em saneamento e saúde durante a 30ª Cúpula do Clima das Nações Unidas, realizada em Belém. O objetivo central é aumentar o acesso à água potável nos territórios indígenas, uma demanda crescente nas discussões do movimento indígena. O secretário Weibe Tapeba destacou que a água potável é essencial para a prevenção de doenças e a promoção da saúde nas comunidades.

As discussões também abordaram os impactos do garimpo ilegal e do agronegócio nas aldeias. Tapeba enfatizou a necessidade de um debate profundo sobre como essas atividades afetam a saúde dos povos indígenas, incluindo a contaminação por agrotóxicos. A agenda da SESAI busca integrar o Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI) e a Rede Nacional de Saneamento Indígena (RNSI), fortalecendo parcerias com organizações como o UNICEF e o Hospital Albert Einstein.

Avanços em Saneamento

Nos últimos anos, o Brasil investiu mais de R$ 222 milhões em obras de infraestrutura na Amazônia, beneficiando mais de 142 mil indígenas. Entre 2023 e 2025, foram concluídas 522 obras, e mais de 8.300 filtros com nanotecnologia foram distribuídos para garantir água potável em 4.153 aldeias. Esses esforços visam mitigar a exposição à água contaminada por mercúrio.

Além disso, o fortalecimento das medicinas indígenas será um foco importante nas discussões futuras, com a construção do Programa Nacional das Medicinas Indígenas (PRONAMI) previsto para 2026. A SESAI reafirma a importância do saneamento como elemento vital para a soberania e o bem-viver dos povos indígenas, buscando soluções sustentáveis e justas para os desafios enfrentados.

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