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Fachin vota contra habeas corpus que buscava soltar Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro teve habeas corpus rejeitado por Edson Fachin em plenário virtual; julgamento segue até 25 de novembro, após condenação a 27 anos e 3 meses

O ex-presidente Jair Bolsonaro após exames em 16 de agosto de 2025. Foto: Evaristo Sá/AFP
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  • Edson Fachin votou, em plenário virtual, contra o habeas corpus solicitado em favor de Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar desde 4 de agosto.
  • A autora do pedido não integra a defesa e se apresentou ao STF com o perfil de mulher, advogada, nordestina, jovem e cristã, argumentando que a prisão se baseia em fundamentos genéricos.
  • Fachin destacou que não cabe habeas corpus contra decisões de ministros do Supremo e afirmou que os argumentos são mera reiteração das alegações anteriores.
  • Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF em 11 de setembro a 27 anos e três meses de prisão por golpes e organização criminosa.
  • O julgamento deve encerrar em 25 de novembro, mantendo a expectativa de continuidade dos debates nas próximas semanas.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, votou nesta sexta-feira, 14 de novembro, contra o habeas corpus solicitado em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sob prisão domiciliar desde 4 de agosto. O pedido, feito por uma advogada que não faz parte da defesa de Bolsonaro, será analisado em um julgamento que deve se encerrar em 25 de novembro.

A autora do habeas corpus se apresentou ao STF como “mulher, advogada, nordestina, jovem e cristã”. Ela argumentou que a prisão de Bolsonaro se baseia em fundamentos genéricos e que não representa risco à aplicação da lei. No entanto, Fachin destacou que não cabe habeas corpus contra decisões de ministros do Supremo, reforçando que os argumentos apresentados são uma “mera reiteração” das alegações anteriores.

Esse julgamento ocorre em um contexto onde Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF em 11 de setembro a 27 anos e três meses de prisão por crimes como golpe de Estado e organização criminosa. Fachin, ao rejeitar o recurso, afirmou que a decisão de um ministro não pode ser contestada por habeas corpus.

A expectativa é que o julgamento do caso continue a ser debatido nas próximas semanas, com implicações significativas para o futuro político do ex-presidente.

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