- Moro criticou a atuação da Polícia Federal during a CPI do Crime Organizado realizada na terça-feira, 18 de novembro, destacando a ausência da PF na megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, em outubro, que deixou 121 mortos.
- Ele afirmou que isso gera a percepção de que a PF não está fazendo o suficiente no combate ao crime organizado.
- Moro questionou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, sobre a falta de firmeza contra facções como o Comando Vermelho e o PCC, defendendo uma atuação mais integrada e equipes especializadas.
- Rodrigues disse que não havia base legal para atuar na operação no Rio e que houve apenas contato operacional com a polícia local; citou estruturas permanentes como as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco) e mencionou a operação Redentor II.
- A sessão evidenciou a necessidade de uma abordagem mais robusta e coordenada no combate ao crime organizado, diante da influência crescente de facções nas comunidades.
O senador Sérgio Moro (União-PR) criticou a atuação da Polícia Federal (PF) durante a CPI do Crime Organizado, realizada na terça-feira, 18 de novembro. Ele destacou a ausência da PF na megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, em outubro, que resultou na morte de 121 pessoas. Para Moro, essa situação gerou uma “percepção” de que a corporação “não está fazendo o suficiente” no combate ao crime organizado.
Moro questionou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, sobre a falta de firmeza nas ações contra facções como o Comando Vermelho e o PCC. Ele sugeriu que a PF deveria ter adotado uma abordagem mais integrada e criado equipes especializadas para enfrentar esses grupos criminosos. O senador lembrou que a PF mobilizou grupos específicos para investigar os atos de 8 de janeiro de 2023 e questionou por que uma estratégia semelhante não foi aplicada no combate a facções.
Em resposta, Andrei Rodrigues defendeu que a PF não tinha base legal para atuar na operação fluminense e que houve apenas um contato operacional com a polícia local. Ele enfatizou que a PF possui estruturas permanentes, como as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco), para lidar com o crime organizado. Rodrigues também mencionou a operação Redentor II, que está em andamento e segue um modelo de atuação integrada.
A discussão na CPI evidenciou a necessidade de uma abordagem mais robusta e coordenada no combate ao crime organizado, especialmente considerando a crescente influência de facções como o Comando Vermelho e o PCC nas comunidades.
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