- O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, será o primeiro a depor na CPI do Crime Organizado nesta terça-feira, 18 de novembro, como convidado.
- O relator, senador Alessandro Vieira (MDB‑SE), convidou Rodrigues para esclarecer falhas na integração entre o sistema prisional e as forças de segurança.
- Rodrigues comanda a PF desde 1º de janeiro de 2023 e foi indicado por Luiz Inácio Lula da Silva durante a transição de governo; tem histórico em operações envolvendo Marielle Franco, Bruno Pereira e Dom Phillips, além da segurança de Dilma Rousseff.
- Também estão previstos depoimentos de outros oficiais da PF e do promotor Lincoln Gakiya; no dia seguinte, quarta-feira, 19 de novembro, devem depor Leandro Almada e Antônio Glautter de Azevedo Morais (diretor de Inteligência Penal da Senappen).
- As discussões da CPI devem abordar a atuação da PF no combate ao crime organizado e operações recentes como a Carbono Oculto, que desarticulou esquemas de lavagem de dinheiro, além do papel da PF no PL Antifacção em avaliação na Câmara.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, será o primeiro a depor na CPI do Crime Organizado, marcada para esta terça-feira, 18 de novembro. O convite foi feito pelo relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que considera a participação de Rodrigues essencial para investigar falhas na integração entre o sistema prisional e as forças policiais.
Rodrigues, que comanda a PF desde 1º de janeiro de 2023, foi escolhido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a transição de governo. O delegado tem um histórico de quase 20 anos na corporação, tendo atuado em operações de destaque, como as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e o caso do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips. Sua experiência inclui também a segurança de Dilma Rousseff durante sua presidência e a coordenação de segurança em grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014.
Depoimentos na CPI
Além de Rodrigues, outros oficiais da PF e o promotor Lincoln Gakiya também foram convocados para prestar esclarecimentos. O diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, será ouvido na mesma data, enquanto Gakiya e o diretor de Inteligência Penal da Senappen, Antônio Glautter de Azevedo Morais, deporão na quarta-feira, 19 de novembro. As discussões na CPI devem abordar a atuação da PF no combate ao crime organizado e as operações recentes, como a Carbono Oculto, que desmantelou esquemas de lavagem de dinheiro.
Rodrigues também deverá ser questionado sobre o PL Antifacção, que está em debate na Câmara dos Deputados. O papel da PF nesse projeto é central, e o diretor tem defendido a manutenção de sua função institucional no combate ao crime organizado, especialmente em um momento em que o Brasil enfrenta desafios significativos nesse setor.
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