- Espanha marcou o 50º aniversário da morte de Francisco Franco em 20 de novembro de 2025 sem atos oficiais, promovendo reflexão sobre lições do passado e defesa da liberdade.
- O primeiro-ministro Pedro Sánchez ressaltou a importância de defender a liberdade democrática, que teria sido arrancada por muitos anos; Franco morreu em Madrid em 1975.
- O governo organizou uma série de eventos ao longo do ano para celebrar a transição pós-Franco, mas evitou atos no dia do aniversário para não parecer celebração da morte.
- Mudanças incluem a redesignação do Valle de Cuelgamuros como “lugar de memória” e o processo de dissolução da Fundação Franco, além da recuperação do arquivo com cerca de 30.000 documentos, que deverá ficar acessível ao público.
- A oposição, formada pelo Partido Popular e Vox, boicotou as iniciativas, classificando a celebração como um ato que divide o país; o histórico envolve mais de 500.000 mortos na guerra civil e os desdobramentos posteriores.
A Espanha marcou o 50º aniversário da morte de Francisco Franco em 20 de novembro de 2025 sem eventos oficiais, promovendo, no entanto, uma reflexão sobre as lições do passado. O primeiro-ministro Pedro Sánchez enfatizou a importância de defender a liberdade democrática, que foi “arrancada de nós por tantos anos”. Franco, que liderou um regime ditatorial após a Guerra Civil (1936-39), faleceu em Madrid em 1975.
O governo socialista organizou uma série de eventos durante o ano para celebrar a transição pós-Franco, mas evitou atos no dia do aniversário para não ser acusado de celebrar sua morte. A comemoração ocorre em um contexto de crescente preocupação com o desconhecimento entre os jovens sobre o regime ditatorial. Pesquisas recentes mostram que 21% dos jovens acreditam que a era Franco foi “boa” ou “muito boa”, e quase um quarto dos espanhóis entre 18 e 28 anos considera que um regime autoritário pode ser preferível a um democrático.
Mudanças e Iniciativas do Governo
A administração de Sánchez tem trabalhado para promover a memória histórica, incluindo a redesignação do Vale de Cuelgamuros como “lugar de memória”. Além disso, o governo está em processo de dissolução da Fundação Franco, que preserva o legado do ditador, e busca recuperar seu arquivo. O ministro da Cultura, Ernest Urtasun, afirmou que o arquivo, contendo cerca de 30.000 documentos, deve ser acessível a todos os espanhóis.
A oposição, representada pelo Partido Popular e pelo partido de extrema-direita Vox, boicotou as iniciativas do governo, considerando a celebração um “absurdo que divide os espanhóis”. O contexto histórico é marcado pela morte de mais de 500.000 pessoas durante a guerra civil e a continuação das represálias após a vitória de Franco, com muitos corpos ainda em túmulos não identificados.
A transição democrática da Espanha, iniciada com as eleições de 1977 e a nova constituição de 1978, é vista como um marco de progresso, embora Sánchez observe que a democracia não é perfeita e que ainda há um longo caminho a percorrer.
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